Abaixo, as necessidades de Washington para a próxima temporada, seja via Free Agency, seja usando a franchise tag ou por meio do Draft.
É a verdade absoluta? Claro que não. Apenas trata-se da minha opinião, a qual você é convidado a debater nos comentários (seja aqui, no facebook ou me mandando um tweet em @CurtiESPN).
- Campanha em 2015: 9-7
- Ponto mais alto da temporada: o trabalho feito pela linha ofensiva, ao melhor estilo da franquia nos anos 90. Falamos mais sobre aqui.
- Ponto mais baixo da temporada: A instabilidade fora de casa. Claro, o título da divisão veio, mas foi mais sofrido do que o necessário.
- As coisas poderiam ter sido diferentes se… Houvesse um corpo de linebackers mais sólido contra o jogo terrestre. Green Bay vinha bem mal no quesito (Eddie Lacy, sobretudo) e ganhou sobrevida na pós-temporada jogando no FedEX Field. Abaixo falaremos mais sobre.
Prioridade Principal: inside linebacker
Quando você joga em 3-4, é essencial que haja um corpo de linebackers extremamente preparado para conter o jogo terrestre. Isso muito acontece porque há menos corpos nas trincheiras (ou seja, três na linha defensiva, daí o “3” de 3-4). Um bom exemplo disso sendo executado com maestria era o San Francisco 49ers do início desta década. Não foi o caso de Washington no ano passado. A franquia foi a 26ª da NFL contendo o jogo terrestre, com uma média de 122 jardas cedidas por partida (é muita coisa). Isso ficou ainda mais grave no Wild Card Round contra Green Bay em casa. Os Packers tiveram, fora de casa, média de 3,47 jardas por carregada. Contra Washington no Wild Card essa média explodiu para 4,4 jardas (Lacy teve uma corrida para 30 jardas e James Starks uma para 22), aliviando a pressão em Aaron Rodgers e facilitando as coisas para a equipe de Wisconsin, que saiu com a vitória.
Quer ler mais sobre as necessidades dos outros times? Confira aqui o índice e aqui o texto que explica como este especial irá funcionar.
A equipe da Capital não teve um Perry Riley 100% saudável ao final da campanha de 2015 (não que ele tivesse um início de temporada, quando saudável, tão forte, mas enfim). Seu substituto como inside linebacker foi Mason Foster – que embora tenha jogado melhor a cada semana, é free agent assim que o relógio der 9 de março. As coisas ficam ainda mais complicadas quando lembramos que Keenan Robinson (também ILB) se machucou e, adivinhe, também será free agent. A franquia precisará endereçar a posição no Draft ou no mercado de agentes livres.
Prioridade Secundária: renovar com Kirk Cousins
Epa, secundária? Sim, colocamos como secundária porque, do jeito fácil ou do jeito difícil, o quarterback deve estar com o time para a próxima temporada. Cousins teve 7,7 jardas por tentativa, 30 touchdowns e apenas 11 interceptações. Quando a gente olha para os números dele jogando em casa, são assombrosos de tão bons: 74,7% de passes completos, 16 touchdowns, só duas interceptações e um rating de 117,0 (de 158,3 possível). Seja em casa ou fora, Kirk liderou a liga em porcentagem de passes completos – 69,8%. You like that?
O jeito fácil é Cousins topar um contrato de longo prazo. Para Washington seria bom, porque ele é jovem (tem 27 anos), não tem histórico de lesões e um contrato de uns 5 anos cairia bem. Problema: nas negociações que aconteceram nesta semana, Cousins não aceitou os termos que o general manager Scot McCloughan ofereceu. Assim, a alternativa pode ser a franchise tag, que gera um contrato de (valores estimados) um ano e 19,6 milhões de dólares para 2016. Ao menos, dá tempo de manobra para a franquia.






