Bijan Robinson chega na liga pronto para brilhar

Running back do Atlanta Falcons já aporta na liga com expectativas altíssimas, sendo o principal candidato ao prêmio de calouro ofensivo de 2023

O que está feito não tem volta. Quando Bijan Robinson pisar em campo pelo Atlanta Falcons, onde ele foi escolhido no Draft tem que deixar de ser o centro da discussão: essa é uma questão de construção de elenco e filosofia, ficando para offseason, onde se mede impacto e se questiona se as escolhas foram as melhores na forma de montar o plantel. O que deve ser tema é seu impacto em campo e se o Atlanta Falcons saberá tirar proveito do seu potencial em contrato de calouro.

Com um elenco jovem no lado ofensivo da bola – Desmond Ridder, Kyle Pitts e Drake London fazem parte da espinha – e uma boa linha ofensiva, Bijan já chega na temporada como principal candidato ao prêmio de calouro ofensivo do ano, tanto que as casas pagam R$ 4 reais para cada apostado. Se o treinador Arthur Smith conseguir “destravar” todo potencial do running back, Atlanta pode conseguir dar o salto e vencer a divisão ou pelo menos ir aos playoffs.

Dosar a carga é fundamental

Por mais que o camisa 7 não tenha um histórico de lesões – nos seus tempos de college football, ele machucou apenas o cotovelo, perdendo 2 jogos -, sua carga não foi das menores: jogador mais talentoso de Texas, ele teve 600 toques na bola em seus dois anos como titular, um número razoavelmente alto. Por isso, e até para o manter saudável durante todo seu acordo de calouro, é preciso dosar a carga e evitar excessos que possam o deixar fora de campo.

Algo similar ao que foi feito pelo Cleveland Browns na temporada de estreia de Nick Chubb, quando sua carga foi dividida, deve ser feito por Atlanta, em especial pelo elenco ter peças que conseguem produzir bem, não tornando necessário um desgaste excessivo de sua joia. Tyler Allgeier passou de 1000 jardas, Cordarrelle Patterson ainda tem seu valor como corredor e Caleb Huntley tem seu qualidade: todos eles tiveram quase 5 jardas por carregada em 2022. Some-se isso tudo a mobilidade de Desmond Ridder e está feito um belo monstrinho pelo chão.

Emular os 49ers não é má ideia

Ignorar o potencial como recebedor de Bijan é algo que os Falcons não devem fazer em 2023. Seus números por Texas recebendo podem não ser impressionantes, mas é só ver os tapes que fica evidente a qualidade para correr rotas e ser uma arma pelo ar. Isso traz uma flexibilidade muito interessante para criar confrontos favoráveis ao ataque, como, por exemplo, entrar com dois running backs e mover Bijan para posição de wide receiver: se a defesa tiver com um pacote mais pesado – resposta usual para essa situação -, os Falcons terão uma vantagem.

Outra situação interessante é emular o que o San Francisco 49ers faz. Patterson pode não ser Deebo Samuel, mas tem seu impacto como corredor e recebedor. Dessa forma, o usar vindo para o backfield, com Bijan sendo arma no jogo aéreo é interessante e inteligente: com diversas “iscas”, a chance de uma leitura errada por parte da defesa é muito maior. Vale também ressaltar que Desmond Ridder ainda é um quarterback em desenvolvimento e facilitar a tomada de decisão nunca é uma ideia ruim.

Tá na mão de Arthur Smith deixar de ter um ataque metódico e até previsível, para o tornar um dos mais divertidos e eficientes da liga: armas não faltam depois da chegada do “fator X” Bijan Robinson.

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