Colts respiram, mas não tem mais gordura para queimar

Mesmo não "vencendo bonito", a equipe passou um momento turbulento e continua viva na disputa. É preciso que Ryan mantenha o nível visto contra Jacksonville e a equipe aproveite a sequência que se aproxime para retomar sua força.

Vencer é o que importa. Não interessa se foi bonito ou feio, o resultado final é o que vai determinar o sucesso da equipe. O Indianapolis Colts viveu esses extremos no início da temporada. Após um início negativo que começava a colocar a briga pela divisão e pelos playoffs em risco, o time tinha de conquistar triunfos importantes contra Denver Broncos e Jacksonville Jaguars para dar a volta por cima e conseguir retomar os trilhos da AFC South.

Conseguiram. Não foi bonito. O jogo contra Denver foi um dos piores da temporada e a vitória contra Jacksonville veio nos momentos finais, na primeira partida na qual a equipe viu a versão de Matt Ryan que tanto sonhou. Mas isso não importa. Os Colts chegam na semana 7 vivos e com um confronto direto contra o Tennessee Titans. Se vencerem, tomam à frente da divisão. Mesmo em um início turbulento, a equipe se manteve viva, agora é preciso encontrar o rumo das boas atuações – começando neste domingo.

Enfim, Ryan 

Depois de um início terrível, Matt começa a dar sinais de que pode entrar nos eixos. Nos últimos dois jogos, é importante ressaltar, o ataque não contou Jonathan Taylor, seu principal jogador ofensivo. Contra Denver, o quarterback teve atuação tenebrosa; contra Jacksonville, vimos o seu nível costumeiro: preciso, crescendo nos momentos importantes e conseguindo liderar a equipe pelo ar até o final, já que teve de passar a bola quase 60 vezes por não possuir a chance de ter um jogo terrestre eficiente.

Isso é um ótimo sinal de que o talento de Ryan não ficou esquecido em Atlanta. Ele está ali, apenas oscilando juntos com as variações drásticas da própria equipe. Se contra os Broncos contou com a sorte, contra os Jaguars soube usar de seu talento para comandar a unidade. Fica o alento para que isso se repita na sequência importante que vem a seguir – e sobre a qual já falaremos.

Contra Jacksonville, vimos um quarterback que soube lidar com a pressão, passando a bola rápido e não sendo sackado, mesmo tendo sofrido seu segundo maior número de pressões em um jogo no ano (18).[foot]Pro Football Focus[/foot] Foi também a primeira partida em 2022 na qual ele não cometeu turnovers. Embora Taylor seja a grande estrela, é Ryan quem ditará o ritmo do ataque. Manter esses pontos será crucial para que a equipe concretize as expectativas postas antes do início do ano.

Sua precisão[foot]Quinta melhor da liga (67,2%), pelo Pro Football Reference[/foot] e capacidade de crescer nos momentos chaves são[foot]4 viradas no último quarto, lidera a NFL[/foot] amplamente conhecidas e já fazem parte de seu DNA. Faltava, então, se adaptar as forças e fraquezas da sua nova equipe para atingir seu melhor nível. Agora, é preciso manter isso em um mesmo patamar para Indianapolis manter sua ascensão.

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