O início ruim de temporada do Indianapolis Colts foi posto de lado com uma ótima recuperação nas últimas semanas e com a ascensão de uma superestrela em Jonathan Taylor. O time encontrou uma identidade ofensiva, se colocou em posição de brigar por playoffs e é uma das grandes sensações da bagunçada AFC no momento.
Vindos da melhor vitória da sua temporada após bater um dos maiores favoritos da conferência, os Colts encontraram uma ótima fórmula na qual se segurar. Curiosamente, o desempenho de Carson Wentz melhorou depois que a equipe conseguiu balancear o ataque e parou de depender tanto de seu novo quarterback. É isso que Indianapolis tem de manter nos próximos jogos para chegar aos playoffs.
Evolução contínua
Que se registre: com exceções das interceptações desnecessárias, as quais ele cortou muito em 2021 se comparado aos anos de Philadelphia Eagles, Wentz está jogando realmente bem em 2021. Com a melhora da linha ofensiva, e seus problemas no tornozelo e no pé curados, dá pra ver a cada semana um ataque mais forte e confiante de Indianapolis.
Só que esse sucesso com a bola e essa melhora de Wentz, curiosamente, são produtos de uma menor dependência do jogador. Sempre se fala de como o entorno de um passador é importante, e o Curti deu a definição ideal sobre Carson: quarterback batata frita. É maravilhoso como acompanhamento, não tanto quando é o prato principal. Se Wentz está inserido num sistema consistente, como o de Frank Reich, ele produz super bem. Se ele precisa solucionar problemas em um ataque, ele fica devendo bastante.
Passado o início incômodo de temporada e os problemas com lesões, o time dos Colts está apresentando evolução a cada semana. A vitória por 41-15 sobre os Bills, com uma completa dominância a partir do jogo terrestre contra uma das melhores defesas da NFL que Buffalo possui. Funcionou com Jonathan Taylor recebendo a bola mais vezes e com Wentz passando menos: no último jogo, inclusive, Taylor teve mais jardas por carregada (5.7) do que Wentz por tentativa de passe (5.3).
Taylor teve cinco touchdowns contra os Bills, quatro por terra e um pelo ar. Ele é a melhor arma ofensiva que Indianapolis possui nesse momento e cada toque seu na bola tem potencial para um ganho considerável.
O balanço que o ataque encontrou é a chave para que o time tenha se colocado em posição de brigar por playoffs. Cinco vitórias nos últimos seis jogos, uma arma ofensiva quase que imparável, e até a defesa forçou quatro turnovers frente ao mesmo ataque que lhes obliterou nos playoffs. Estão deixando o torcedor sonhar.




