Maiúscula: essa é a melhor definição não só para vitória sobre o Carolina Panthers, mas também para toda temporada do Dallas Cowboys. Depois de começar o ano cercado de desconfianças, em especial em relação ao lado defensivo da bola, afinal o 2020 foi tenebroso nesse ponto. Entretanto, além dos resultados positivos, a equipe vem mostrando força até inesperada em campo. Com uma defesa que é se não é brilhante, pelo menos é funcional e equilibrada, Dallas tem sofrido menos e se mantido nos jogos.
No outro lado, Mike McCarthy parece ter aberto mão de seus pitacos, deixando integralmente o ataque sob o comando de Kellen Moore. Decisão mais acertada impossível, vide que o jovem coordenador ofensivo trouxe novos elementos para o sistema, facilitando a vida de todos. Mesmo com ausências importantes como as de Michael Gallup e La’El Collins, os Cowboys seguem produzindo jardas e pontuando, mostrando uma eficiência surpreendente. Com média superior a 31 pontos por jogo, Dallas é o quarto time que mais pontuou na temporada.
Dak está voando, mas os louros precisam ser divididos
Sempre que um quarterback retorna de uma lesão, paira a dúvida sobre em que forma ele voltará e quanto tempo será necessário para que tire a ferrugem. Com Dak Prescott, a coisa foi ainda pior: após perder quase toda temporada de 2020 por conta de uma fratura no tornozelo, ele ainda machucou o ombro na pré-temporada e quase não lançou a bola nos treinos. Como desgraça pouca é bobagem, o já citado Collins foi suspenso logo após a estreia pelo uso de substâncias proibidas e Tyler Biadasz é um dos piores centers da liga, liderando em pressões cedidas, com 11.[foot]Pro Football Focus[/foot]
Tinha tudo para estar uma bomba, com Prescott jogando no máximo de maneira sólida. Entretanto, não é isso que se vê em campo: Dak vem performando muito bem, sendo inclusive um dos nomes mais falados nesse início da corrida pelo MVP. Mais do que tecnicamente, ele demonstra ter dado um grande salto na parte mental do jogo, evoluindo sua antecipação e lidando muito bem com a blitz: são 6 touchdowns quando o oponente manda 5 ou mais homens na pressão, melhor marca da NFL[foot]Pro Football Focus[/foot]. O camisa 4 aprendeu que não precisa ser herói o tempo todo e isso é excelente.
Porém, não é só de Dak que esse ataque vive. O primeiro ponto passa pelo equilíbrio no jogo corrido, que tem ajudado Ezekiel Elliott a ter desempenhos de bom nível. Se em 2020, Tony Pollard recebia menos de 30% das carregadas, nessa temporada o número está próximo aos 40%, dando um descanso necessário ao veterano. Outra mudança interessante foi a inserção dos tight ends no plano de jogo: Blake Jarwin e especialmente Dalton Schultz são responsáveis por 25% das jardas aéreas do time – bem superior aos 15% da temporada passada – e já tem 4 touchdowns, mesmo número que o grupo anotou em 2020 inteiro.





