Dak dá a resposta esperada e espanta fase ruim

Contra Washington, ataque fez os ajustes necessários e quarterback brilhou, mostrando um controle total do jogo

Prescott

Nas últimas semanas, uma derrocada ofensiva do Dallas Cowboys vinha preocupando o torcedor. Por mais que o coordenador Kellen Moore tivesse sua culpa no cartório, demorando a fazer ajustes necessários, o que mais deixava o torcedor com a pulga atrás da orelha era o nível de jogo de Dak Prescott. Após uma primeira metade de temporada em que esteve constantemente na corrida pelo prêmio de MVP, o camisa 4 vinha enfrentando dificuldades para produzir: nas últimas 3 semanas, Prescott tinha 3 touchdowns e 3 interceptações.

A falta de ritmo e sintonia era evidente: oscilante, Dak parecia não estar na mesma página que seus recebedores. Por diversas vezes, jogadas foram deixadas em campo por problemas na precisão ou mesmo no timing. A defesa vinha conseguindo manter a equipe vencendo, mas uma empacada como essa do seu principal jogador, ainda mais tão próximo aos playoffs, preocupava e muito. Porém, ao que a semana 16 mostrou, alguns problemas foram corrigidos: Dak precisou de menos de 3 quartos completos para provar ser apenas uma fase ruim.

No blitz, No problem

Um dos dramas das últimas semanas é que as defesas entenderam que o ataque dos Cowboys fora montado para queimar blitzes e pararam de mandar homens extras atrás de Prescott. Isso ficou claro na semana 9, quando o Denver Broncos bateu a equipe do Texas e de lá para cá, a mudança na abordagem foi gritante: até a semana 8, foram 34% de blitzes contra Dak, depois disso apenas 20%. O quarterback dos Cowboys tem na temporada 17 touchdowns contra 5 ou mais pass rushers, 6 a mais que qualquer outro da posição.

Com a redução do volume de blitzes, Dak passou a sofrer pela falta de ajustes, tanto de Kellen Moore como dele. Contra até 4 pass rushers entre as semanas 9 e 15, Prescott teve 6,7 jardas por tentativa, 4 touchdowns e 6 interceptações, estando entre os piores titulares em todos esses quesitos. Uma resposta se fazia necessária e ela veio contra Washington: 314 jardas – mais de 9 por tentativa – 75% de passes completos e 3 touchdowns, sem nenhuma interceptação quando a blitz não veio.[foot]Todos os números aqui são do Pro Football Focus[/foot]

A criatividade ofensiva, somada a um controle maior de Prescott, foram os fatores que mais impactaram. Se antes Moore abusava de conceitos que isolavam seus recebedores, para espaçar o campo e se aproveitar das blitzes, desta vez ele preferiu trabalhar com seus wide receivers diversas vezes correndo na mesma direção, porém em profundidades diferentes, obrigando os defensores a tomarem uma decisão. Dak também comprou tempo, soube se mover dentro e fora do pocket e mostrou desenvoltura em movimento para encontrar alvos.

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