Estabilidade é passado: Saints seguirão oscilando na temporada

Capaz de vencer bem numa semana e sofrer muito em outra, New Orleans Saints não tem profundidade no elenco para ser mais consistente e torcedor precisará se acostumar com isso.

Além de não contar com Drew Brees, existe outra coisa acontecendo em 2021 e que o torcedor do New Orleans Saints não é habituado: a inconsistência. Um dos times mais equilibrados dos últimos anos, os Saints até podiam ter seus dias ruins na temporada, mas logo na semana seguinte engatavam a marcha e conseguiam uma boa sequência de performances. Claro que ter um franchise quarterback como Brees ajudava nisso, mas mesmo quando ele esteve de fora, substituído por Teddy Bridgewater e Taysom Hill, a equipe de New Orleans manteve a solidez.

Jogar a culpa em cima de Jameis Winston é um tanto quanto injusto, apesar dele ser peça desta engrenagem. A verdade é que o talento no elenco em 2021 é menor que o habitual nos últimos anos e isso impacta. O principal motivo vem da montagem do mesmo: não é novidade para ninguém que os Saints deram diversos all-ins[foot]Termo vindo do poker, que significa arriscar tudo[/foot] nos últimos tempos, tentando arrancar um Super Bowl com Brees. Com um ano de folha salarial reduzida por conta da pandemia, alguns talentos foram embora, como Trey Hendrickson e Sheldon Rankins. Dessa forma, a profundidade é menos, fazendo com que qualquer desfalque pese.

A escassez de alvos aumenta o problema

Por mais que Winston não seja o motivo principal dessa oscilação, com certeza ele é um fator dele. Errático por natureza, ele teve temporadas com 30 touchdowns e interceptações nos seus tempos de Tampa Bay Buccaneers. Ter passado um ano sabático no banco dos Saints domou um pouco o ímpeto do quarterback, além do sistema do treinador Sean Payton, muito mais conservador. Entretanto, o instinto não é abandonado por completo, como visto na vitória contra Washington: mesmo pressionado, o camisa 2 tentou lançar uma bola no começo do jogo e foi interceptado. Falta ainda a percepção de quando não é momento de arriscar.

Some essa tendência natural a ser agressivo em demasia do seu quarterback com um pobre grupo de recebedores e inconsistência ficará ainda mais forte. Sem Michael Thomas, lesionado desde antes da temporada começar, o jogo aéreo tem como principal alvo o running back Alvin Kamara, que apesar de ser um dos melhores em sua posição recebendo passes, ainda assim é um running back. Deonte Harris, Marquez Callaway e alguns outros nomes dão o ar de sua graça por vezes, mas não com a frequência necessária, obrigando ainda mais Winston a achar soluções, que por vezes são equivocadas.

A linha ofensiva também não vem mantendo uma regularidade. Após 5 semanas, Winston é o segundo da posição mais sofreu pressão em toda liga, estando debaixo de fogo em 46% dos snaps[foot]Pro Football Focus[/foot]. Ele usa sua mobilidade para escapar da mesma e faz um trabalho decente, mas colocar alguém com suas tendências e sem grandes recebedores tantas vezes em situação de perigo, aumenta as chances de vermos cenas de perigo.

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