Fim da sensação? Commanders estão em situação delicada

Equipe fez campanha incrível em 2024, mas vive início de ano extremamente complexo - e o calendário pouco ajuda até a reta final. Há tempo de reverter esse caminho?

De equipe sensação ao flerte com a decepção. O Washington Commanders vive um início de temporada complexo e recheado de tensão. Após viver a alegria de encontrar seu franchise quarterback e realizar uma campanha histórica em 2024, com seu calouro os guiando até a Final de Conferência na NFC, a franquia da capital americana ansiava por subir de patamar neste ano.

Não podemos dizer que tratativas não foram feitas, afinal, a equipe fez investimentos na última intertemporada para reforçar carências do elenco. O resultado, contudo, não está sendo refletido dentro de campo. Com campanha 3-4, Washington está em terceiro lugar na NFC East e duas vitórias atrás da nota de corte dos playoffs da conferência.

Será que há reversão para tão problemática situação?

Lesões, lesões, lesões

Antes de fazer qualquer avaliação tática ou técnica, é necessário ressaltar que os Commanders vivem um ano desastroso na parte física. Jayden Daniels já perdeu dois jogos e meio na temporada por lesão e não estará em campo no Monday Night Football contra o Kansas City Chiefs. Tenho certeza que torcedores da franquia gelaram os ossos ao lembrar de semelhante situação que acometeu Robert Griffin III – ainda que sejam de intensidades diferentes, frise-se.

Mantendo-se na parte ofensiva, Terry McLaurin retorna nesta semana após ficar nas últimas quatro partidas, tal qual Deebo Samuel, que perdeu o último jogo por lesão. Além deles, Austin Ekeler está fora da temporada e Noah Brown está na reserva de machucados. Já do outro lado da bola, Dorance Armstrong Jr., que era o líder em sacks da equipe no ano (5,5), perderá o restante da temporada com lesão no joelho.

É complexo realizar qualquer análise de desempenho quando seu elenco é tão afetado por lesões. Ainda assim, não é possível isentar a equipe em virtude desse problema. O San Francisco 49ers, por exemplo, demonstra como uma comissão técnica qualificada consegue superar semelhante déficit. É uma pedra no meio do caminho, contudo, ela não pode se transformar em um obstáculo intransponível.

Erros básicos

O óbvio precisa ser dito – e o simples precisa ser corrigido. Muitas vezes, preocupamo-nos com as táticas mais complexas e os sistemas mais inteligentes; nada disso funciona, contudo, se o básico não for executado com precisão. Quando se precisa dar o próximo passo, é preciso fazer tudo bem feito ou o tiro pode sair pela culatra.

Quinn é um treinador defensivo versado e que pode executar belos sistemas. Isso nunca vai acontecer, todavia, se seu time continuar sendo o segundo que mais perde tackles na NFL (56), com erros crassos como no touchdown de CeeDee Lamb, no último domingo. Ver Marshon Lattimore dando um tackle em seu próprio companheiro, Quan Martin, foi uma situação, no mínimo, constrangedora.

Para além disso, vemos falhas de cobertura defensivas, big plays cedidas e drops. Washington é o sexto time que mais cedeu big plays e o pior em jogadas explosivas cedidas para mais de 50 jardas. Além disso, Daniels é o segundo passador da NFL que mais sofre com o quesito na temporada (12%). Você não vai longe na NFL com problemas tão crassos – pelo contrário, é a receita do fracasso.

Calendário complexo

Como se os problemas citados acima não fossem suficientes, Washington ainda tem o quarto calendário mais difícil da NFL a partir desta semana. Nas próximas três semanas, a equipe enfrenta Kansas City Chiefs (sem Daniels), Seattle Seahawks e Detroit Lions. Uma campanha 3-7 torna uma classificação à pós-temporada praticamente inviável.

Os Commanders estão em uma situação extremamente delicada para o restante do ano. Seu elenco está devastado por lesões, seu principal jogador não está 100% saudável e os erros básicos cometidos colocam essa equipe em situações complicadas mesmo contra times tecnicamente inferiores.

Essa liga foi feita para pegar “equipes sensações” e derrubá-las no ano seguinte. Washington precisará mudar muito para não ser o alvo da vez.

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