[dropcap size=small]A[/dropcap] história de Victor Cruz é, facilmente, uma das mais bacanas da NFL nos últimos anos. Jogar numa universidade sem muito nome como UMass, não ser draftado e virar uma estrela é para poucos.
Para quem não sabe muito bem como foi sua história de UMass até o Super Bowl, Cruz não foi draftado em 2010 mas naquela mesma pré-temporada apareceu para o mundo. Contra os Jets, no tradicional confronto que ocorre todo ano entre as equipes de Nova York, Cruz teve seis recepções, 145 jardas e três touchdowns. Foi o suficiente para estar no elenco de 53 jogadores daquela temporada.
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Já naquele ano, Cruz sofreu com lesões nos membros inferiores – as quais lhe acompanhariam durante toda a temporada. Com Steve Smith [note] Não o dos Panthers/Ravens, aquele que era dos Giants[/note] saindo antes da temporada 2011, o papel de Cruz aumentou no elenco. Ele começou o ano como quarto recebedor do plantel – mas lesões, como de Domenik Hixon, fizeram com que ele subisse cada vez mais. Claro, não foi só sorte: ele fez por merecer. Naquele ano, sua comemoração dançando salsa seria conhecida por 10 entre 10 fãs de futebol americano. Os Giants chegaram até o Super Bowl e bateram o New England Patriots.

Dali para frente, dois anos de produção e novos contratos. O problema começa a aparecer em 2014. Em outubro, Cruz rompe um ligamento do joelho e fica fora da temporada. Na temporada seguinte, 2015, ele machuca a panturrilha nos training camps e, em vez de voltar na semana 5 como era programado, perdeu novamente a temporada inteira.
Cruz finalmente voltou aos campos em 2016 – seu impacto, diminuto. Os Giants draftaram Odell Beckham Jr em 2014 e Sterling Sheppard em 2016. Para Cruz, sobrou a terceira posição e ele só foi titular em 12 partidas. Não restou outra alternativa para o Big Blue, por mais que doesse no coração do torcedor: Victor foi cortado. Nada de salsa no MetLife.
Por óbvio, ainda haveria espaço – nem que fosse em pré-temporada. Com um elenco repleto de incertezas na posição, o Chicago Bears apostou em Victor Cruz. Aos 30 anos, seria uma das últimas chances dele vencer as chances que lhe foram impostas – tal como fez quando não foi draftado. O corpo, porém, não era o mesmo de quando jovem. A produção, menos ainda.
Na terceira partida da pré-temporada – o famoso ensaio geral – o recebedor não jogou com os titulares e dropou um passe de Mitchell Trubisky que seria facilmente um touchdown. Ele ficou apenas com uma recepção para oito jardas – sendo acionado em duas ocasiões. Fazendo 31 anos de idade logo menos, Cruz não é o mesmo jogador após tantas lesões. Mesmo com Cameron Meredith fora da temporada por lesão no joelho, Victor não fez jus a estar no elenco. No slot, Kendall Wright jogou melhor e há reports de que estava treinando melhor também.
Passados dois dias do corte decisivo, nenhum time ainda lhe procurou. Pode até ser que uma pequenina oportunidade apareça. Mas a realidade, nua e crua, é que não haverá mais salsa na NFL.
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