Acredite se quiser, a história é verdade. Como é amplamente sabido, o Colorado é um dos Estados nos Estados Unidos que permite a venda de maconha para uso recreativo – alguns outros Estados permitem a venda para uso medicinal, mediante receita, e em outros o uso é proibido. Desde 2012, adultos com idade superior a 21 anos podem portar até 28 gramas de maconha para uso próprio na cidade de Denver, por exemplo.
Como a Sports Authority (loja de artigos esportivos) pediu falência em fevereiro, pode ser que em alguns meses o Denver Broncos queira um novo parceiro para dar nome ao seu estádio – atualmente nomeado como Sports Authority Field at Mile High. Em agosto a loja teria que pagar 3,6 milhões de dólares manter o nome. Pedindo falência, convenhamos que fica difícil que esse dinheiro chegue a algum lugar.
Um dispensário (loja) de maconha do Colorado, então, se aproveitou para fazer marketing de si mesmo e para se oferecer como novo dono dos naming rights do estádio do atual campeão do Super Bowl. “Não é piada, estamos falando sério”, disse o fundador da Native Roots. Caso a Sports Authority Field não proceda com o pagamento em agosto, o conselho que administra o estádio teria a possibilidade de finalizar o contrato. Isso abriria, então, a possibilidade de um “Native Roots at Mile High”. As possibilidades de piadas seriam intermináveis, até porque “mile high” em inglês poderia significar gíria para “muito chapado” ou algo do gênero.
A possibilidade de acordo é bem baixa, claro. Seria o mesmo que um cassino desse nome a um estádio em Las Vegas – olá Raiders. Não é porque a substância é legal no Estado onde se localiza o estádio que a NFL deixaria algo do gênero – dado que o uso de maconha, bem como apostar em jogos – é proibido a todos os atletas da liga.





