Manning lidera lista do Hall da Fama

Peyton é o principal nome de uma das classes mais talentosas de todos os tempos, que ainda conta com John Lynch, atual general manager dos 49ers, e Calvin Johnson, o popular Megatron

O dia anterior ao Super Bowl é marcado pelo ápice das premiações individuais. Além de descobrirmos quais os vencedores das nomeações da NFL (MVP, Jogador Ofensivo do Ano, entre outros) também saberemos quais os nomes que foram selecionados para adentrar o Hall da Fama da liga, um objetivo extracampo que todo jogador sonha em alcançar.

Nesse sábado, novos nomes foram selecionados para vestir a jaqueta dourada: Alan Faneca, Bill Nunn, Calvin Johnson, Charles Woodson, Drew Pearson, John Lynch, Peyton Manning e Tom Flores – uma das classes mais fortes de todos os tempos. Mais do que isso, alguns deles são nomes próximos até de quem começou a acompanhar a NFL recentemente, marcando uma geração que ampliou e divulgou a liga aqui no Brasil.

Peyton, o líder dos indicados

Qualquer espectador de NFL sabe quem é Peyton Manning e de sua dimensão na história da liga, ainda que nem todos acompanharam seu auge. O maior vencedor do prêmio de MVP (5 vezes) liderou o ataque do Indianapolis Colts por mais de uma década, com performances que nos encantavam a cada semana dada sua inteligência e técnica ímpares dentro dos gramados, chegando ao ápice no primeiro título da carreira em 2006.

Mesmo quando Peyton encontrou uma grande dificuldade em sua carreira – uma lesão no pescoço que o fez perder toda a temporada de 2011 e encerrou sua passagem em Indianapolis, pois a franquia selecionou Andrew Luck no Draft -, ele a superou, repetindo suas atuações invejáveis, agora com a camisa do Denver Broncos, e tornando o ataque da franquia em 2013 um dos melhores da história da NFL, com mais de 5400 jardas aéreas e estabelecendo o recorde de passes para touchdown que ainda perdura, com 55.

Sua temporada final teve uma atmosfera triste, já que simbolizou o declínio técnico daquele que foi um dos grandes da história da posição – durante muito tempo, Manning rivalizou com Tom Brady a disputa de quem seria o melhor quarterback de todos os tempos. Ainda assim, ela se encerrou da forma mais merecida possível: com o segundo título de sua brilhante carreira.

Peyton sempre esteve imortalizado no coração dos fãs do esporte, mas na noite de ontem, recebeu a coroação definitiva na primeira oportunidade que teve para adentrar o grande salão da NFL e, por isso, merece essa sessão especial.

Johnson, Woodson…, estrelas não faltam!

Manning, sem dúvidas, puxa a fila da lista, mas ela está repleta de outras estrelas. Depois do quarterback, o nome mais conhecido é o de Calvin Johnson, também chamado de Megatron. O recebedor do Detroit Lions foi um dos nomes mais dominantes da história em sua posição, dono de atleticismo monstruoso que o levava a conseguir recepções que pareciam impossíveis. A jornada do wide receiver na liga terminou mais cedo do que o esperado, só que isso não desmerece sua entrada como first ballot. [foot]Quando um jogador entra no Hall of Fame em seu primeiro ano de elegibilidade, 5 anos após sua aposentadoria.[/foot]

Outro que também foi selecionado de primeira para o panteão do esporte foi Charles Woodson, cornerback que marcou época com o Oakland Raiders e o Green Bay Packers. Com esta camisa, ele atingiu seus melhores números da carreira, com atuações que o levaram a vencer o prêmio de Jogador Defensivo do Ano, em 2009, e conquistar o Super Bowl, em 2010.

Voltando um pouco para trás no tempo, temos John Lynch, hoje general manager do San Francisco 49ers, que foi uma estrela dentro de campo atuando como safety. Numa época em que a posição possuía papel mais limitado, Lynch se destacou pela capacidade de atuar bem tanto perto da linha de scrimmage quanto cobrindo o fundo do campo. Ao seu lado, no grupo de jogadores menos conhecidos, temos Alan Faneca, que dominou o interior da linha ofensiva do Pittsburgh Steelers por 10 anos, sendo selecionado ao All-Pro em 6 deles.

Completando a lista, Tom Flores e Drew Pearson marcaram época pelo nos anos 1960 e 1970, respectivamente, em um período que o jogo aéreo era menos explorado – este como wide receiver, aquele como quarterback. Por fim, Bill Nunn se destacou pelo seu papel fora de campo com o Pittsburgh Steelers, como escritor e, principalmente, olheiro. [foot] Tradução livre do termo em inglês, scout.[/foot]

Uma lista repleta de estrelas que marcaram gerações. Mas, melhor dizendo, a primeira de muitas que indicarão jogadores que gravaram seus nomes nas temporadas mais recentes da NFL – e que, por isso, temos um carinho ainda mais especial.

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