Desde que foi anunciada, a nova comissão técnica do New England Patriots vem sendo questionada. O torcedor teve calafrios ao saber que Matt Patricia quem chamaria as jogadas ofensivas e Joe Judge o responsável por tutorear Mac Jones. Na defesa, a ausência de um coordenador formal não chega a ser novidade, mas ainda assim deixou um ponto de interrogação sobre como Bill Belichick trabalharia a unidade. Além disso, a saída de peças importantes como J.C. Jackson e Dont’a Hightower.
Após 3 semanas, pode se dizer que os temores eram justos: o ataque era ineficiente e disfuncional, com Mac Jones saindo lesionado após tomar uma pancada contra o Baltimore Ravens. A defesa alternava bons e maus momentos, mas não parecia ter força para enfrentar oponentes qualificados com consistência.
Contundo, quando se esperava que a equipe tomasse uma lavada do Green Bay Packers, New England fez um jogo duro e perdeu faltando apenas 4 segundos para o fim da prorrogação. Numa bela noite de Bill Belichick, os Patriots entregaram muito mais que o esperado e mostraram que não são terra arrasada.
A volta ao básico
Reinventar a roda é algo que não costuma dar certo na NFL: antes de querer alterar seu sistema, é preciso entender o que os seus jogadores tem para oferecer. Nas 3 primeiras semanas, os Patriots foram esqueceram o play-action – e por mais que Belichick tenha explicado sobre a características dos oponentes, nada precisava ser tão radical -, além de ser uma das equipes que mais passou no fundo do campo: nada que batesse com as características de Jones e seus recebedores.
Na derrota para os Packers, atuando com o calouro Bailey Zappe – ele substituiu o também reserva Brian Hoyer, que saiu lesionado -, o time voltou as origens: Zappe tentou apenas um passe para mais de 20 jardas e ele foi completo, selecionando bem o momento de arriscar. As jardas após a recepção aparecem. Com o jogo corrido funcionando, só falta integrar melhor os tight ends e o plano de jogo mais confiável estará pronto para quando Mac Jones retornar.





