5 movimentos que os Packers podem fazer pra limpar a folha salarial

Green Bay está numa situação financeira complicadíssima no momento e precisa promover uma limpeza na folha de pagamentos antes que o novo ano fiscal da NFL comece. Listamos 5 movimentos que o time pode fazer pra se adequar ao teto

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Agora que foi eliminado, o Green Bay Packers tem problemas pra planejar seu futuro. Além da indefinição acerca da volta de Aaron Rodgers, a folha salarial da equipe em 2022 nesse momento está 46 milhões de dólares acima do limite[foot]Spotrac[/foot], e isso sem contar free agents importantes, casos de Davante Adams e De’Vondre Campbell, indicados ao All-Pro nesta temporada.

Até a abertura do ano fiscal da liga, às 18h do dia 16 de março, os Packers precisam estar dentro desse limite salarial, e pra isso algumas mudanças importantes precisarão ser feitas no elenco e na estrutura de vários contratos. Listamos alguns desses movimentos que Green Bay pode fazer pra se adequar ao cap – e não colocamos Aaron Rodgers aqui, porque seu futuro é uma completa incógnita no momento:

Cortar vínculos com os Smith Brothers

Não é a opção mais apetitosa aos olhos do torcedor, porém, um time na urgência de diminuir custos não pode usar mais de 48 milhões de dólares em dois jogadores que já chegaram nos 30 anos e que a produção não justifica mais o salário astronômico.

No caso de Za’Darius, seu custo seria de 27,65 milhões em 2021, dentre os quais 15,28 milhões poderiam ser salvos caso Green Bay corte-o – ele teve uma lesão grave nas costas em 2021 e só participou de 37 snaps na temporada, então a decisão é relativamente fácil. Com Preston, não é tão simples, já que ele foi titular em todos os jogos desde que chegou aos Packers; só que ele está no último ano de contrato, e 13,72 milhões da folha salarial podem ser limpos com sua dispensa.

Cortar Randall Cobb

Nenhuma amizade com Aaron Rodgers apaga o fato de que o custo benefício de Cobb para os Packers é terrível. Por sorte, Green Bay tem uma avenida tranquila pra se livrar do contrato do wide receiver, já que seu corte abriria 6,75 milhões de dólares na folha salarial. É um alívio financeiro considerável com um jogador que não fará tanta falta assim: Cobb era o quarto recebedor do time, participou de apenas 12 jogos e só teve 375 jardas. Existem opções melhores e muito mais baratas no mercado.

Cortar Dean Lowry

Lowry teve um papel muito importante no 2021 do Green Bay Packers, especialmente com a lesão de Za’Darius. Ele é um jogador que tem seu valor como peça de rotação – mas peças de rotação não podem custar 9 milhões de dólares num time tão apertado. Está claro a esse ponto que a solução para os Packers na linha defensiva será rejuvenescer a posição com jogadores mais baratos via Draft, além de uma dependência ainda maior de Rashan Gary. O corte de Lowry salvaria pouco menos que 4 milhões na folha salarial.

Reestruturar Adrian Amos – e usar dos voidable years

Adrian Amos é um candidato ao corte dada sua posição na franquia – no último ano de contrato, seu cap hit é de quase 12 milhões e, desses, 8 poderiam ser recuperados com sua dispensa. Dito isso, acho que uma opção mais plausível pra Green Bay seria uma reestruturação: transformar o salário-base de 7 milhões em bônus de assinatura e mitigar o impacto na folha salarial por meio dos voidable years, quando o time continua pagando o jogador mesmo após ele estar fora da franquia.

Com esse movimento, o time poderia abrir cerca de 4,5 milhões na folha de 2021 sem perder um jogador importantíssimo para a defesa.

Cortar Billy Turner

Turner até se tornou um jogador decente como right tackle, uma surpresa imensa baseado em tudo que vimos da sua carreira até 2021. De toda forma, são 4,1 milhões de dólares que poderiam ser recuperados aqui com o corte do veterano – esse é o tipo de movimento que o time provavelmente não faria em situações comuns porque não deve encontrar opções melhores pelo mesmo preço, porém não existe muita opção.

Caso Green Bay realize os movimentos acima, o time limparia, aproximadamente, 48,33 milhões de dólares na folha salarial. Não é o suficiente pra contratar outros jogadores no mercado nem utilizar a franchise tag em Davante Adams, por exemplo, porém dá o alívio necessário pra entrar no novo ano da NFL sem punições.

Será uma offseason muito difícil para Brian Gutekunst e Mark Murphy pelas dificuldades financeiras que os Packers terão. E tudo isso sem nem entrar no mérito da volta, ou não, de Aaron Rodgers.

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