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As chamadas ofensivas do Jacksonville Jaguars indicam uma comissão técnica que não confia nada em seu quarterback. Com 50 segundos e três timeouts para pedir, os Jaguars preferiram ajoelhar no fim do primeiro tempo em vez de tentar alguma coisa – o placar estava 14 a 10 e um field goal fez a diferença no placar final. No segundo tempo, as chamadas se resumiram em correr com a bola na primeira descida, passar longo na segunda e um passe incompleto na terceira.

Méritos dos Patriots e dos ajustes feitos por Bill Belichick/Matt Patricia no intervalo. De toda forma, o conjunto de fatos acima só demonstra que os Jaguars tentaram segurar o jogo com a defesa e, basicamente, arregaram. Não sei se culpo a comissão técnica aqui, dado que o jogo foi “até o fim”. Se tivessem sido mais ousados e AQUELA INTERCEPTAÇÃO viesse, talvez a coisa teria sido mais feia.

Passada a virada, o que fazer com Blake Bortles? Após quatro temporadas na liga, nós sabemos o teto de Bortles. Ele tem problemas de mecânica – que fazem passes incompletos acontecerem a rodo – e não tem a capacidade mental de fazer progressões. O teto dele é esse. E o limite do contrato? 2018.

A situação fica interessante quando entendemos o teto salarial

Os times da NFL não podem sair gastando quanto quiser. Há um limite na folha de pagamento, o salary cap (teto salarial) que todos os 32 times da liga têm que cumprir. Considerando que o teto seja de 180 milhões para a próxima temporada, os Jaguars terão 20 milhões de espaço contando com o contrato de Blake Bortles.



E aí vem a parte bacana para o time. Os contratos da NFL são de dinheiro “base” e dinheiro “garantido”. Se você começa o ano fiscal da liga (março), o dinheiro garantido entrará para a conta do teto salarial mesmo que o jogador não esteja mais no elenco – é o chamado “dead money”/”dinheiro morto” pelo fato de ser “jogado fora” num atleta que não joga mais pela franquia. Ocorre que os 19 milhões de dólares do contrato de Blake Bortles são de “salário-base”; Se ele for cortado antes de março, os Jaguars não carregam essa grana para o teto salarial de 2018 e terão 40 milhões de dólares de espaço.

O que você faz com 40 milhões de dólares de espaço no teto salarial? Dá 30 para Kirk Cousins e torna-se um dos favoritos na Conferência Americana. Com o Pittsburgh Steelers vendo sua janela aos poucos se fechar – por ironia, devido ao teto salarial – e Tom Brady com 41 anos, é no mínimo razoável colocar Jacksonville entre os favoritos da AFC para a próxima temporada. A maior parte da defesa estará sob contrato – Calais Campbell, AJ Bouye, Jalen Ramsey, Myles Jack e etc – e a maior fraqueza do time (o quarterback) seria solucionada.

Trazer Cousins está longe de ser a única alternativa, claro. O time pode apostar num quarterback pelo Draft – embora acredite que seja uma solução arriscada, devido à incerteza e às dores de crescimento dos calouros – ou trocar por Alex Smith. O atual quarterback do Kansas City Chiefs tem 20 milhões de salário e a equipe está enforcada no teto salarial. Com a chegada de Patrick Mahomes no último Draft, muito provavelmente colocarão Smith no mercado. Com o precedente Garoppolo/2ª rodada, vale muito a pena gastar uma segunda rodada por Smith e ter o mesmo impacto na folha de pagamento que já se teria com Bortles.

Fato é que o futuro de Blake Bortles parece sombrio para ele e brilhante para Jacksonville. O time tem as condições contratuais de não ficar amarrado a um quarterback com teto baixo – e pode dar um salto incrível de qualidade caso consiga um signal caller mais consistente. Com Kirk Cousins, esse time pode dar o salto final em 2018. Vejamos as cenas dos próximos capítulos.

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