NFL decide nesta semana sedes dos Super Bowls LIII, LIV e LV

Nesta semana começam os Encontros de Primavera – de todas as traduções que já fiz de termo, esta para Spring Meeting é a que mais parece título de novela mexicana do SBT. Neles são debatidos e deliberados os últimos assuntos pendentes antes da vindoura temporada de 2016. A maior parte dos assuntos diz respeito a coisas extra-campo, como a decisão pela NFL para as sedes dos próximos Super Bowls. Ou melhor, os donos de franquias decidem nesta semana. Mas como na prática a NFL é uma associação de várias franquias, dá na mesma, você entendeu.

Os Super Bowls LI (Houston) e LII (Minnesota) já têm suas sedes definidas. Agora falta a liga resolver sobre os três próximos, LIII (fevereiro de 2019), LIV (2020) e LV (2021). Como todo ano, existem amplos favoritos: cidades ao sul, por conta do clima no inverno americano, e cidades com novos estádios.

A maior favorita para o Super Bowl LIII seria Atlanta, com novo estádio – Mercedes-Benz Stadium – a ser aberto na temporada 2017. A cidade era “queridinha” da liga nos anos 1990 quando o Georgia Dome ainda era um estádio recém-construído. Sediou dois Super Bowls – o XXVIII em 1994 (referente à temporada 1993) e o XXXIV em 2000 (referente à temporada 1999). O outro favorito é o estádio de Los Angeles, por ora futura casa dos Rams (mas que pode acabar sendo casa dividida com Chargers ou Raiders). O estádio em Inglewood fica pronto em 2019, portanto, poderia sediar jogos em fevereiro de 2020 (o LIV) ou fevereiro de 2021 (LV). Como palpite, a chance maior é do LV – a NFL dificilmente arriscaria que um estádio sediasse o grande jogo em seu primeiro ano, dada as adaptações nas instalações e demais testes para o estádio de primeira viagem.

Com isso, a tendência é que o LIV – jogado na 100ª temporada da NFL – seja realizado em Miami. O dono dos Dolphins, Stephen Ross, já comprometeu cerca de 450 milhões de dólares em renovações para o estádio. Renovações estas que incluem cobertura para os assentos – os quais estiveram desprotegidos da chuva no Super Bowl XLI, coisa que não “é cara de Super Bowl” atualmente. Se o “padrão FIFA” foi chato na Copa do Mundo, o padrão para sediar um Super Bowl é ainda pior.

Então fica assim: o LIII deve ficar com uma cidade no sul (Atlanta) + novo estádio (a NFL gosta de “presentear” cidades que construíram novos estádios com o Super Bowl, vide Minneapolis (Vikings e novo estádio no LII e outros inúmeros exemplos). O LIV ou LV com Los Angeles, embora a tendência seja o LV por conta das adaptações de um estádio e o risco de colocar o grande jogo já no primeiro ano de operações. E o outro com Miami – já que o Super Bowl III foi lá, sendo este o jogo que deu legitimidade a todos os outros por conta da zebra dos Jets da AFL, nada mais natural que seja o substituto de Los Angeles por conta disso.

Claro, esse tipo de coisa não é matemática perfeita. Outras duas cidades correm por fora, ambas tradicionais sedes do Super Bowl. Tampa e New Orleans são candidatas naturais por conta do clima – mesmo que o estádio dos Saints seja coberto, lembramos que o resto da cidade não é e um destino turístico que não esteja na neve faz mais sentido. Ademais, Tampa e New Orleans já são tradicionais destinos turísticos – junta a fome com a vontade de comer, portanto.

O problema é que os outros estádios são mais atraentes. E, como dito, a NFL “presenteia” donos e cidades que investiram em renovações e/ou novas arenas – é uma forma indireta de fomentar novos estádios, de modo que os times da liga sempre estejam jogando em instalações fantásticas.

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