[dropcap size=big]Q[/dropcap]uase sempre na briga por um lugar nos playoffs, o Detroit Lions segue ainda com a lamentação de nunca ter participado de um Super Bowl. A franquia chegou perto em 1991, mas depois disso ficou sempre pelo caminho muito cedo. Agora, a diretoria tenta se aproximar do feito novamente e aposta em uma peça que esteve no evento nas últimas duas edições, o ex-coordenador defensivo dos Patriots, Matt Patricia.
O desempenho da defesa do New England Patriots no Super Bowl rendeu algumas críticas, mas Matt Patricia tem um currículo de respeito. No comando do setor da equipe de 2012 até a temporada passada, Patricia ajudou a franquia a conquistar 75 vitórias e somente 21 derrotas, cedendo apenas 107,1 jardas terrestres e 246,7 aéreas por partida. Claro que se tratava de um time bem forte e que conta com Tom Brady, mas vale destacar que a equipe foi para os playoffs em todas as campanhas.
Caso tenha o mesmo sucesso como head coach dos Lions, o retorno é de R$ 4,50 para R$ 1,00 caso o time vá para os playoffs, de acordo com estatísticas do Oddsshark.com. Para faturar você precisa selecionar as apostas especiais e investir que a franquia avança para a pós-temporada.
Os reforços são importantes, mas a manutenção da base desta edição é o suficiente para seguir na briga. Com isso, caso apareça mais alguma contratação de impacto, é grande a chance das cifras diminuírem devido ao aumento de chances de classificação. De toda forma, o problema principal para o Detroit Lions passa pela NFC North.
A divisão promete pegar fogo em 2018. Os Vikings contrataram Kirk Cousins e já têm uma ótima defesa. Aaron Rodgers está de volta e o time se reforçou com Jimmy Graham numa promessa de muitos touchdowns quando os Packers estiverem na red zone. E o Chicago Bears, no primeiro ano de Matt Nagy como head coach, promete campanha melhor do que a de 2017 – o time se reforçou bem na free agency e não há desculpas para Mitchell Trubisky não ir bem em 2018.
Voltando aos Lions, devido à competitividade da NFL, é quase que um fato que todos os times precisam de um quarterback em alto nível para sonhar com um lugar nos playoffs. O Detroit Lions não foge à regra e até conta com um atleta talentoso para a função.
Matthew Stafford se destaca principalmente pela regularidade. Stafford é um dos dois quarterbacks que conseguiram alcançar 4000 jardas aéreas em sete temporadas consecutivas. O outro que possui tal feito é Drew Brees, que já fez por 12 anos. Além disso, Stafford é o atleta que mais alcançou a marca das 4000 antes dos 30 anos. Números tão impressionantes que fazem qualquer torcedor sonhar. O único porém é sua condição física. Nas últimas duas temporadas o jogador sofreu com lesões e que se tiver mais uma vez pode complicar a missão da equipe. Ainda, Matt sofre pela ausência total e completa de ajuda no que diz respeito ao jogo terrestre: há anos os Lions não contam com um jogo terrestre de mais respeito.
Ajuda deve vir no Draft? É provável. De toda forma, o time já se reforçou na posição por meio da free agency. O veterano Frank Gore ainda pode vir (teve uma visita com o time) para uma possível última temporada de NFL – e LeGarrette Blount, campeão com os Patriots e os Eagles, assinou para ajudar o time em situações nas quais é necessário um corredor mais físico. Coisa que, como o torcedor bem sabe, passou longe de ser o caso com Ameer Abdullah e Theo Riddick.
Além de renovações pontuais e importantes – como no caso do safety Tavon Wilson – o time não se mexeu tanto assim na free agency. E as saídas também não foram tão doídas: o inconsistente tight end Eric Ebron foi cortado e o veteraníssimo defensive tackle Haloti Ngata assinou com os Eagles.
Busca pela segunda chance
A melhor campanha da história do Detroit Lions foi em 1991, quando terminou a temporada regular com 12 vitórias e quatro derrotas. Na ocasião, tivemos a única vez na qual a franquia alcançou a decisão da Conferência Nacional. Porém, em uma péssima noite, saiu derrotada por 41 a 10 para Washington, eventual campeão daquela temporada. Depois disso, o time até voltou a se classificar para os playoffs em oito oportunidades, mas sempre caindo no Wild Card Round.
Os Lions ainda atravessaram uma péssima fase entre 2001 e 2010, quando teve mais derrotas que triunfos em todas as participações – com o destaque negativo para a temporada 2008 e o sonoro 0-16. Nesta década e após a chegada de Matt Stafford, a equipe já se recuperou e vem fazendo boas campanhas, embora sofra na sua divisão. Na última temporada, por exemplo, conquistou 9 vitórias em 16 partidas, mas como o Minnesota Vikings teve 13, a franquia ficou de fora da pós-temporada.
Como dito anteriormente, esta é a grande dificuldade dos Lions para 2018: a divisão. Não só porque o campeão é o único com vaga assegurada sem depender de campanha/wild card, mas também porque Detroit jogará seis vezes dentro da NFC North e são partidas difíceis contra Packers, Vikings e Bears. Com tamanho equilíbrio, caso o time consiga avançar para a Pós-temporada, poderá sim sonhar com a conquista da NFC, que rende R$ 20,00 em cada real, segundo dados do Oddsshark.com. Para ter este retorno, basta procurar os Outrights da Conferência. Caso prefira segurar, terá a opção de investir na franquia em qualquer momento da disputa, porém os valores vão caindo conforme o time for vencendo na temporada.
Vivendo a expectativa de ainda alcançar o primeiro Super Bowl, o Detroit Lions aparece longe das equipes mais cotadas ao título da NFL, como New England Patriots e Philadelphia Eagles, que rendem R$ 5,00 e R$ 9,00, respectivamente. Uma conquista inédita logo na sua primeira participação no evento vale inacreditáveis paga R$ 40,00 para cada real, também segundo números do Oddsshark.com. Apesar do alto valor, os Lions estão longe do grupo tratado como azarões.
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