No próximo domingo, o Arizona Cardinals enfrentará o Carolina Panthers em Charlotte, na Carolina do Norte. Mais uma vez as equipes se encontram nos Playoffs – ano passado, os Cardinals perderam por 27 a 16 no Wild Card Round, na qual a defesa dos Panthers estabeleceu um recorde de menor número de jardas permitidas numa partida de pós-temporada: 77. Dessa vez, o cenário é diferente: o Arizona Cardinals conta com seu quarterback, Carson Palmer, saudável vindo de uma brilhante temporada – e querem devolver a amarga derrota do ano passado e garantir a viagem para o Super Bowl 50.
Quando os Cardinals têm a bola
O caminho para a vitória do Arizona Cardinals passa pelo seu talentoso grupo de wide receivers. Larry Fitzgerald, Michael Floyd e John Brown são jogadores com conjuntos de habilidades distintos, mas complementares, o que dá ao quarterback Carson Palmer opções de qualidade em várias situações de jogo. Josh Norman, um dos melhores cornerbacks da liga, tomará para si a responsabilidade de tentar anular um dos recebedores. Assim, os outros dois que não estiverem cobertos terão mais espaço, especialmente se considerarmos as lesões de Charles Tillman e Bene Benwikere, ambos fora da temporada. Cabe ao plano de jogo, portanto, explorar essa fragilidade da secundária resultante das lesões dos cornerbacks titulares, colocando Fitzgerald, Floyd, Brown e o calouro J.J. Nelson em situações que permitam tirar proveito dos espaços que a defesa do Carolina Panthers permitir.
Naturalmente, para os wide receivers produzirem, Carson Palmer precisa de tempo no pocket para encontrar os espaços. É essencial que a linha ofensiva consiga impedir a pressão do Carolina Panthers, especialmente da parte interna da linha defensiva, com os defensive tackles Kawann Short e Star Lotulelei. O Arizona Cardinals teve problemas em segurar a pressão da defesa do Green Bay Packers no último domingo, resultando em três sacks e um fumble do camisa 3. Carson Palmer precisa também minimizar os erros e proteger a bola. O quarterback, apesar de três touchdowns na última semana, teve duas interceptações – inclusive uma na endzone, num passe displicente e dissonante do que o jogador demonstrou durante toda a temporada regular.
Por fim, o running back calouro David Johnson pode fazer a diferença. Depois de uma brilhante temporada, na qual teve 13 touchdowns entre corridos, aéreos e de retorno. A versatilidade do jogador permite que ele seja utilizado de acordo com a necessidade da jogada. O grande problema para a utilização do jogador se chama Luke Kuechly. O linebacker consegue com enorme agilidade cobrir os buracos contra o jogo corrido e fazer a cobertura contra o passe de maneira primorosa, percorrendo o campo de lateral a lateral em segundos. Contando ainda com Thomas Davis, a defesa do Carolina Panthers tem uma solidez contra o passe curto, médio e o jogo corrido graças à capacidade atlética destes jogadores.
Quando os Panthers têm a bola
O Carolina Panthers foi criticado ao início da temporada pela falta de alvos mais confiáveis – além do tight end Greg Olsen, nenhum nome no corpo de recebedores era considerado o suficiente para Cam Newton fazer o ataque engrenar. Entretanto, como já sabemos, Newton não tomou conhecimento das críticas e comandou um ataque explosivo ao longo de toda a temporada regular. Em verdade, do Carolina Panthers gosta de estabelecer o ritmo da partida pelo jogo corrido. Com Jonathan Stewart conquistando primeiras descidas, um leque de possibilidades se abre para o ataque: um passe longo quando o adversário estiver esperando uma corrida, play actions ou corridas do próprio camisa 1. Se o Carolina Panthers conseguir estabelecer sucesso nas trincheiras, há um imediato ganho de imprevisibilidade neste ataque, o que dificultaria o trabalho da defesa dos Cardinals.
Para impedir que isso aconteça, o Arizona Cardinals conta com um sólido grupo de linebackers, capazes de fechar os buracos criados pela linha ofensiva e pressionar o quarterback por fora da linha defensiva. É essencial que esse grupo de jogadores mantenha um ritmo forte durante toda a partida, de forma a tornar o pocket desconfortável para Cam Newton. Na secundária, mesmo sem o free safety Tyran Mathieu, o Arizona Cardinals é muito talentosa. Capitaneados por Patrick Peterson, o objetivo primeiro dos defensive backs deve ser anular o tight end Greg Olsen, alvo de segurança de Cam Newton. Cabe a Cam Newton, portanto, saber deslocar a marcação designada para Olsen de forma a criar espaços para seus outros recebedores.
Previsão
Num duelo de duas boas defesas, a importância de vencer nas trincheiras é essencial – especialmente para o Carolina Panthers. Do lado ofensivo, é importante que a linha ofensiva segure o ímpeto do front seven para conseguir estabelecer o jogo corrido e o ritmo da partida. Do lado defensivo, se não conseguir pressionar Carson Palmer, o camisa 3 encontrará matchups favoráveis na secundária, pelo enorme talento dos seus recebedores e das ausências pro lesão de dois cornerbacks titulares. Promessa de uma partida decidida nos erros e acertos das linhas ofensivas e defensivas, pela pressão nos quarterbacks e erros forçados.






