Errar faz parte da vida de um escritor. Na tentativa de sermos assertivos, acabamos por emitir opiniões que, nem sempre, tornam-se verdadeiras. Antes do início da temporada, critiquei a gestão do Seattle Seahawks e via o elenco como um dos mais fracos da liga, sendo forte candidato a topo do Draft 2023.
O tempo me mostrou terrivelmente errado. Mas isso não é ruim. Afinal, essa é a graça do esporte. Hoje, a franquia lidera a NFC West após uma sólida vitória contra o Los Angeles Chargers. Quem esperaria isso antes de setembro? Por detrás dos triunfos, vamos realizar aqui uma anatomia do sucesso de Seattle, para tentar explicar como a equipe contrariou todas as expectativas.
Jovens crescendo, veteranos aparecendo
Ao menos, algo acertei. Lá em maio, elogiei o Draft de Seattle, pois, realmente, a equipe cumpriu bem seu papel ao selecionar ótimos talentos que poderiam auxiliar desde seu início na liga. Isso, de fato, vem acontecendo.
Charles Cross, titular desde a semana 1, vem melhorando a cada rodada e não cede um sack desde a semana 3. Abraham Lucas, que comanda o outro lado da linha ofensiva, oscila um pouco mais – algo que já era esperado -, mas consegue apresentar bom nível de jogo na maior parte da partida. Kenneth Walker, escolha de segunda rodada, assumiu mais responsabilidades com a lesão de Rashaad Penny e vem correspondendo (muito) bem. Se contra Arizona já tinha feito uma bela apresentação, na última semana ele deslanchou: passou das 160 jardas corridas e anotou 2 touchdowns. Será cada vez mais essencial.
No outro lado da bola, o atlético Tariq Woolen vem se desenvolvendo mais rápido do que o esperado, liderando o grupo de cornerbacks mesmo com sua juventude (são 4 interceptações e apenas 56% de passes completos em sua direção)[foot]Pro Football Focus[/foot]. Com tantos calouros atuando de maneira formidável, em posições que antes eram carências do time, a elevação de rendimento acontece naturalmente. Ainda mais quando três delas influenciam diretamente em melhora expressiva do ataque e uma delas vem para suplantar um buraco defensivo.
O bom início dos mais jovens, somado à presença dos veteranos, faz com que o elenco de Seattle mostre-se muito mais forte do que o esperado, principalmente na parte ofensiva. A dupla formada por Tyler Lockett e D. K. Metcalf continua formidável. Noah Fant e Will Dissly vem dividindo bem o espaço como tight ends.




