O Carolina Panthers não saiu com a vitória no domingo, mas o time não tem do que reclamar. A volta de Cam Newton ao posto de titular da equipe depois de dois anos foi muito além do sentimento de nostalgia: Newton jogou de forma eficiente e concisa, parecia estar saudável e, principalmente, deu aos Panthers uma resposta importante na posição de quarterback.
Um único jogo de titular de Newton, dez dias depois de se juntar ao time, foi a prova cabal de que os Panthers erraram na posição de quarterback. Mas não com ele: as três escolhas de Draft enviadas ao New York Jets no acordo por Sam Darnold foram um preço muito alto pago por um jogador que não ajuda Carolina a chegar mais perto do seu objetivo.
De volta para o futuro
Obviamente é muito cedo para especular se Newton deveria ser o quarterback no ano que vem ou não, só que a atuação contra Washington na semana 11 já deveria lhe garantir ao menos o posto de titular pelo restante do ano.
Foi o melhor nível em que vimos ele jogar desde 2018, ao menos. Sua mobilidade e sua força no braço pareciam estar em dia, ele foi uma ameaça também por terra e sua conexão com Christian McCaffrey e DJ Moore não parecia ter sido afetada mesmo depois de tanto tempo. Se não era o Cam Newton de seu auge, ao menos foi muito superior ao que Sam Darnold vinha entregando.
Agora que Darnold está na lista de machucados e P. J. Walker não se provando uma opção tão confiável, Newton tem a chance de garantir seu emprego para os próximos anos em território familiar. Aos 32 anos, a aposentadoria não está tão perto assim, e o mais importante do jogo de domingo foi que ele se mostrou saudável e mais móvel do que vimos na limitada amostra de 2019 e na temporada 2020. Em outras palavras, Supercam não parecia quebrado.




