Não é novidade para ninguém que a eliminação frente ao San Francisco 49ers tornou o clima do Green Bay Packers melancólico. Afinal de contas, o time nunca pareceu tão pronto para vencer como em 2021 e ser derrotado novamente, após ter melhor campanha na temporada regular deixou um gosto amargo, daqueles que demora a sair da boca. Some-se isso a uma possível saída de Aaron Rodgers – fato ventilado desde a última intertemporada – e tudo ganha contornos ainda mais dramáticos.
Olhando para 2022, já é possível vislumbrar algumas dificuldades no horizonte. A primeira delas é lidar com a folha salarial, já que o teto está estourado e alguns nomes importantes são agentes livres, sendo Davante Adams o principal. Mas como se não bastasse tudo isso, um novo complicador surgiu em Green Bay: as mudanças na comissão técnica. Claro que isso é normal em equipes que fazem um bom trabalho e os treinadores assistentes esperam ansiosamente por oportunidades em crescerem na liga. Todavia, num momento como vivem os Packers, é mais uma dor de cabeça.
Numa possível transição, estabilidade é fundamental
A verdade é que ninguém – e acredito que piamente que nem dentro da franquia – sabe quem será o quarterback titular dos Packers em 2022. Rodgers ama fazer jogos de mistério em relação ao seu futuro. Na entrevista após a eliminação, ele deixou no ar inclusive a possibilidade de uma aposentadoria. Sendo assim, o sucessor natural é Jordan Love, selecionado na primeira rodada do Draft de 2020. Num momento de passagem de bastão, ter os nomes que trabalharam diretamente com Love até aqui seria o ideal.
Entretanto, essa não será a realidade de Green Bay em 2022 e Matt LaFleur terá bastante trabalho. A começar pelo comando do ataque, que terá novo nome. Nathaniel Hackett viu seus 3 anos de excelentes serviços prestados serem recompensados e é o novo head coach do Denver Broncos. Seu sucessor natural seria Luke Getsy, treinador de quarterbacks e coordenador de jogo aéreo. Porém, ele aceitou uma oferta para ser coordenador ofensivo no Chicago Bears, onde chamará as jogadas – em Green Bay, LaFleur é quem faz isso.





