8 de fevereiro de 2026 marcará o ápice de uma temporada que desafiou as expectativas e consolidou novas potências na NFL. Se olharmos para trás, o Super Bowl XLIX, disputado há onze anos, ainda ecoa na memória dos torcedores com aquela interceptação na linha de uma jarda que mudou o destino de duas franquias.
Hoje o cenário é outro, mas o peso da história é o mesmo. O Seattle Seahawks resgatou sua identidade defensiva aterrorizante, enquanto o New England Patriots provou que a vida após as lendas pode ser tão brilhante quanto o passado. Quem escreve o capítulo final desta vez?
New England Patriots (17-3) @ Seattle Seahawks (16-3)
Levi’s Stadium, Santa Clara, CA
Domingo, 08 de fevereiro, 20:30h. ESPN2 e Disney+/Sportv, GE TV/DAZN
Seattle favorito por 4,5 pontos
Por que os Seahawks podem vencer?
A resposta começa e termina na mente de Mike Macdonald. O head coach transformou a defesa de Seattle em um laboratório de pesadelos para quarterbacks jovens. Não se trata apenas de talento individual, embora Devon Witherspoon e Byron Murphy II estejam jogando em nível de All-Pro, mas de complexidade. Os Seahawks lideraram a liga em pressão sem precisar enviar blitzes em excesso, confundindo as leituras pré-snap e forçando erros mentais. Para um time que enfrenta um quarterback em seu segundo ano, essa maturidade defensiva é um trunfo inestimável.
No ataque, a narrativa de Sam Darnold é a história de superação do ano. Protegido por uma linha ofensiva que finalmente encontrou estabilidade e municiado por um dos melhores recebedores da liga – Jaxon Smith-Njigba — que testa cada centímetro da secundária adversária, Seattle tornou-se um ataque de alta eficiência. A capacidade de Kenneth Walker III em quebrar tackles e ganhar jardas após o contato permite que os Seahawks controlem o relógio, desgastem o front de New England e mantenham Drake Maye fora de campo. Se Seattle ditar o ritmo físico, o troféu volta para o Washington.
Por que os Patriots podem vencer?
Drake Maye é o fator X que devolveu a esperança a Foxboro. O quarterback não apenas herdou o sistema, ele o expandiu com uma mobilidade e uma força de braço que a região não via há décadas. Sob o comando de Mike Vrabel, os Patriots recuperaram aquela “marra” competitiva que parecia perdida. A defesa, embora menos badalada que a de Seattle, é cirúrgica. Liderada por Christian Gonzalez e uma linha defensiva disciplinada, New England é o time que melhor pune o excesso de confiança adversário, sendo a terceira equipe que mais capitalizou pontos após turnovers nesta temporada.
O ataque de New England aprendeu a ser camaleônico. Eles podem vencer uma batalha de trincheiras com Rhamondre Stevenson ou explodir em passes longos com a velocidade de seus jovens recebedores como Kayshon Boutte. Se Maye conseguir estender as jogadas e fugir do pocket para encontrar recebedores em rotas improvisadas, ele pode quebrar a estrutura rígida da defesa de Macdonald. É um time que joga com a mentalidade de “azarão perigoso”, algo que historicamente funciona muito bem para New England em fevereiro.
Palpite
Temos aqui o encontro da melhor defesa contra o ataque mais promissor da nova geração. O Levi’s Stadium será palco de uma partida física, de poucas jardas cedidas e muita disputa estratégica nas laterais. O favoritismo de Seattle se justifica pela consistência defensiva, mas o Super Bowl costuma premiar quem erra menos sob pressão extrema. Acredito que a defesa de Mike Macdonald conseguirá forçar o turnover decisivo no último quarto, impedindo uma virada heróica de Drake Maye. Será um jogo de xadrez decidido nos minutos finais, com Seattle vencendo por 3 ou 4 pontos.
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