A temporada de Draft é uma das coisas mais efervescentes de todo o calendário do futebol americano. Desde o combine até o grande dia de selecionar os jogadores que serão o futuro da NFL, fãs e analistas tentam enlouquecidamente diagnosticar quem é a melhor escolha para qual time, quais os busts e estrelas do futuro. Entre erros e acertos, conhecemos melhor cada um dos prospectos que farão parte do cenário da NFL pelos anos vindouros.
Para quem acompanha a cobertura do ProFootball, a coluna com as “Premiações da Semana” se tornou uma forma de homenagear os melhores e piores de cada rodada. Desde a Semana 9, elegemos em diversas categorias os atletas merecedores de tais honras (ou desonras). Com o final da temporada regular, nada mais justo que extrapolarmos a coluna semanal e darmos os prêmios pelo conjunto da obra em 2016. Ao contrário das menções honrosas normalmente atribuídas aos jogadores que quase venceram o prêmio, vamos citar os cinco melhores, uma maneira de apontarmos diversos merecedores. Nesse texto, as sensações defensivas que começaram suas carreiras já impactando significativamente os times que os escolheram.
Quinto lugar – Deion Jones, linebacker do Atlanta Falcons
Alguns alertavam que Deion Jones poderia ser uma escolha perigosa, que sua excelência física não necessariamente se traduziria em boa cobertura na NFL. Entretanto, o pick de segunda rodada do Atlanta Falcons teve uma temporada memorável, se adaptando rapidamente ao nível profissional e liderando os calouros em tackles em 2016. A velocidade e potencial atlético de Jones tem sido essenciais na proteção contra ao passe, e aliado à agressividade de Keanu Neal, a dupla de calouros são por si só uma melhoria considerável na unidade defensiva dos campeões da NFC South.
Deion Jones ainda tem uma longa estrada para percorrer – foram 13 tackles errados em 2016 -, mas o seu dinamismo aliado à força do strong safety Keanu Neal já colocam um certo receio nos recebedores que precisam correr rotas pelo meio do campo. Dessa forma, fica a quinta colocação para o produto de LSU.
Quarto lugar – Chris Jones, defensive tackle do Kansas City Chiefs
Provavelmente o nome mais discreto dessa lista, a escolha de segunda rodada do Kansas City Chiefs tem sido aquele nome que, silenciosamente, tem feito toda a diferença. Ao lado de nomes como Justin Houston, Tamba Hali, Dontari Poe, Eric Berry e Marcus Peters, talvez o calouro Chris Jones tenha passado despercebido pelos fãs de outros times. Certamente ele não foi despercebido pelos adversários. Com uma força impressionante no pass rush, poucos interior defenders foram tão importantes para suas equipes quanto Chris Jones para os Chiefs. A cada descida, o jogador cria força pressionando os centers e guards adversários, e, apesar de apenas dois sacks e 22 tackles em 2016, seu impacto é indispensável nessa sólida defesa dos campeões da AFC West.
Terceiro lugar – Keanu Neal, strong safety do Atlanta Falcons
Considerados por muitos um reach – isto é, quando um time seleciona um jogador no Draft muito antes da posição que refletiria “seu real valor”, Keanu Neal foi uma luva caindo na mão do esquema defensivo do head coach Dan Quinn. Com um porte físico avantajado, à la Kam Chancellor, Neal consegue exercer com maestria o papel de aproximação do front seven e distribuir tackles firmes e fortes, sem errar muitos (errou apenas 5 de 95 em 2016). Na cobertura, o jogador tem sido essencial impedindo conversões para novas primeiras descidas, impedindo que os adversários conquistem jardas após a recepção.
O impacto tão grande de Keanu Neal já na sua temporada de calouro aponta um futuro promissor para essa unidade defensiva do Atlanta Falcons, embora ainda exista muito chão pela frente para o safety, em especial na contribuição contra o jogo terrestre. Dan Quinn está moldando sua filosofia lá na Georgia, e, ao lado de Vic Beasley, Neal é a capa desse projeto.
Segundo lugar – Jalen Ramsey, cornerback do Jacksonville Jaguars
A defesa do Jacksonville Jaguars foi silenciosamente eficiente em 2016. E, junto com ela, Jalen Ramsey justificou a quinta escolha geral no Draft de 2016. Apesar de um começo um pouco questionável, dando margem para discussões de que ele deveria se tornar safety, que suas habilidades não se traduziriam tão bem no nível profissional. Bom, da Semana 13 em diante da temporada regular, Jalen Ramsey permitiu um passer rating de apenas 37.8 quando as bolas iam na sua direção. Em toda a temporada, permitiu que 54 dos 102 targets apenas fossem completos (52.9%), a sexta melhor marca de qualquer cornerback titular.
Independentemente do começo mais lento, o camisa 24 mostrou que suas habilidades do futebol americano universitário se traduzem para o nível profissional
Primeiro lugar – Joey Bosa, edge rusher do San Diego Los Angeles Chargers
Não poderia ser outro nome. Apesar de toda novela envolvendo a negociação do seu contrato e lesões – que o tirou de algumas partidas da temporada regular -, o jogador mais dominante no college football não teve dificuldades em adaptar seus talentos para o nível profissional. Em apenas 12 jogos, Joey Bosa conseguiu 59 pressões em cima do quarterback, conseguindo 10.5 sacks na sua temporada de estreia. O futuro parece brilhante para o camisa 99, que se junta ao estrelado elenco de pass rushers da AFC West, ao lado de Von Miller, Khalil Mack e Justin Houston.
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