As duas primeiras escolhas do Draft de 2012 estarão de volta a campo na temporada 2016 da NFL. Andrew Luck, agora um homem de centenas de milhões de dólares, é o franchise quarterback do Indianapolis Colts e busca recuperar a forma após perder o resto da temporada de 2015 – caso você tenha se esquecido, ele sofreu lesão no rim em vitória contra Denver na Semana 9.
Já a segunda escolha geral de 2012 tem um cenário – e uma perspectiva – … Diferente. Robert Griffin III foi nomeado hoje, pelo novo técnico do Cleveland Browns, Hue Jackson, como o titular para o início da temporada de 2016. Griffin assinou nesta intertemporada contrato de 2 anos, 15 milhões (7,5 deles, garantidos) com a franquia de Cleveland. “É hora. Robert ganhou o direito de ser nomeado como o quarterback titular do Cleveland Browns”, disse Hue. “Desde que ele assinou em março, Robert deixou claro por todas suas ações que ele está preparado para fazer tudo o que for exigido dele para ganhar esse papel. Durante tal processo ele ganhou respeito de seus companheiros de equipe, da comissão técnica e de toda a organização”, completou.
Aos 26 anos, Griffin tem uma segunda chance após uma queda-livre que vinha vivenciando em Washington. No auge da read-option em 2012, Robert foi eleito o calouro ofensivo do ano e comandou a franquia ao título da NFC East. Naquele ano, lançou para 20 touchdowns. De 2013 para cá, essa foi a mesma quantidade de passes para touchdown. A queda foi notória. Nos anos seguintes, sofreu com lesões e após a demissão do técnico Mike Shanahan, foi constantemente preterido por Kirk Cousins – a ponto de sequer estar no elenco de 46 jogadores “escalados” para uma dada partida durante a temporada passada.
Hue Jackson, que vem de excelente trabalho como coordenador ofensivo em Cincinnati, tinha o costume de usar vez ou outra a option que consagrou a temporada de calouro de Griffin III. Nas últimas duas temporadas foram 116 chamadas com read-option, a sexta franquia que mais utilizou a jogada na NFL – e Andy Dalton não é o que propriamente se chama de quarterback móvel. Em Cleveland, além do desafio de recuperar o ritmo de jogo, Griffin terá que contar com uma linha ofensiva problemática. Mesmo contando com um dos melhores left tackles da NFL em Joe Thomas, os Browns foram a segunda equipe que cedeu mais sacks em 2015, com 53 – apenas os Titans cederam mais, com 54.
A option não é mais eficiente como outrora – muito porque os coordenadores defensivos adversários aprenderam a anulá-la – Griffin vem de lesões, a linha não conta mais com o center Alex Mack: mas em Cleveland, acreditar é uma religião. Resta saber como a segunda chance de Robert, após exímio profissionalismo em Washington ao ser preterido, se desenrolará.
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