Saints e Vikings enfrentam-se pelo posto de desafiante aos Rams na NFC

[dropcap size=big]C[/dropcap]ase Keenum é pressionado e joga uma bola alta em direção à lateral direita do campo. No desespero, Stefon Diggs sobe para fazer a recepção. Aparentemente com medo de não acertar um recebedor indefeso, o safety dos Saints, Marcus Williams, engaja no tackle com o ombro baixo e sem muito ver para onde estava indo no tackle.

Erra.

Diggs tem caminho livre para a end zone, para a virada do Minnesota Vikings e para a Philadelphia, onde a equipe enfrentaria o eventual campeão do Super Bowl, os Eagles. O “Milagre de Minnesota” ficará para a história e foi a última jogada de scrimmage entre essas duas equipes – que, campeãs de suas divisões no ano passado, voltam a se enfrentar no mesmo palco em 2018. Os Saints saíram derrotados da partida por 29 a 24 após o touchdown de 61 jardas de Diggs – o único assim na história da pós-temporada da NFL, com o cronômetro expirando.

Embora o quarterback de Minnesota não seja o mesmo do ano passado, muitas coisas são parecidas para ambas as equipes. Além do palco, ambas correm por fora na Conferência Nacional como desafiantes ao primeiro cabeça de chave – outrora Eagles, agora Rams. Ambas lideram suas divisões e são favoritas nelas. Resultado semelhante no domingo à noite? Difícil dizer, porque um raio como esse não costuma cair no mesmo lugar.

Hoje, às 21:20 no Sunday Night Football (ESPN 2, com Abre o Jogo antes), as duas equipes medem forças e quem sair vencedor recebe o rótulo “oficial” de grande desafiante ao Los Angeles Rams.

Temporada de Drew Brees segue fantástica e digna de nota

Após uma derrota que faz com que o torcedor de New Orleans quase perca o amor pelo futebol americano, o destino e o universo começaram a sorrir para a equipe da Louisiana. Brees quebrou o recorde de mais jardas lançadas na carreira e está no passo de quebrar o recorde de touchdowns na próxima temporada. Neste ano, Brees tem 13 passes para touchdowns e nenhuma interceptação – único titular sem interceptações neste ano. A porcentagem de passes completos é absurda: 77%.

Ainda, Justin Tucker errou o primeiro ponto extra de sua carreira após 222 tentativas acertadas – com o erro, os Saints ficaram 5-1 e garantiram uma importante vitória contra a melhor defesa da NFL (e fora de casa, vale notar).

Um dos segredos para a vitória de semana passada – e, a bem da verdade, no ano inteiro – são as chamadas de Sean Payton. O técnico dos Saints, famoso pelo onside kick no Super Bowl XLIV, é agressivo quando necessário. As idas para 4ª descidas contra os Ravens demonstram isso. É essa agressividade que faz com que a equipe tenha média de 34 pontos por jogo, sendo 88 no último quarto – melhor marca da liga desde 2002.

Payton e Brees são responsáveis diretos pelo desempenho formidável de New Orleans na parte ofensiva da coisa, mas é impossível lembrar dos outros membros da gangue, por assim dizer. Michael Thomas está tendo uma temporada incrível – discutivelmente o melhor recebedor da NFL nesta temporada. Após seis jogos, são 53 recepções em 58 alvos para 588 jardas e 4 touchdowns. Isso dá um aproveitamento de 91% quando Brees lança em sua direção – com mais de 10 jardas por tentativa. É um absurdo.

Quem vai marcá-lo? Boa pergunta. Saudável, Xavier Rhodes é um dos melhores cornerbacks da NFL e deve ser dele a responsabilidade de fazer sombra a Thomas. Se ele jogar, a notícia é boa para Minnesota. Como não está 100% saudável, fica a dúvida e a preocupação.

Outro duelo importante para os rumos da partida reside em mais uma – das muitas – armas que o ataque de New Orleans tem à disposição. Alvin Kamara é o Darren Sproles de 2018 nesse ataque – se bobear, melhor. São 40 recepções para 362 jardas, coisa que é número de wide receiver. Se Kamara e Ben Watson, interminável tight end, combinarem em rotas para expor o linebacker Eric Kendricks no meio do campo, o resultado pode ser desastroso para Minnesota: Kendricks cede 114 de rating em passes lançados em sua direção.

O objetivo do ataque dos Saints deve ser de esticar a defesa de Minnesota o máximo possível. A unidade, contra o passe, não está bem como em anos anteriores. São 8.2 jardas por tentativa de passe – 28ª da liga. O apressamento de passe também não está bom como em 2018 e a ausência de Everson Griffen em semanas anteriores (deve voltar hoje) é um motivo óbvio para tanto.

Caso o jogo aéreo estique a defesa aérea dos Vikings, a notícia é ótima para New Orleans. Se contra o passe a unidade deixa a desejar, contra a corrida segue boa como sempre: 3,7 jardas cedidas por corrida, quarta melhor marca da NFL. Fica claro qual o caminho das pedras para os Saints, ao menos no início da partida.

Se Thomas tem ano formidável, que tal Adam Thielen?

Precisamos falar mais desse cara. Adam Thielen está tendo uma temporada no passo pra ser histórica. Suas 67 recepções são a melhor marca da NFL nos primeiros 7 jogos de uma temporada – 70, por Julio Jones em 2015, é a melhor após 8 jogos.

Não só: são 7 jogos seguidos com pelo menos 100 jardas recebidas, também recorde da liga. Se ele tiver mais um, empata com Calvin Johnson (8), marca estabelecida na histórica temporada de 2012. Tudo isso sem sequer ser draftado.

Afinal, como ele está fazendo isso? Thielen é uma máquina de recepções, com mãos seguras (88% de aproveitamento em passes lançados na lateral e 17 recepções feitas em passes nos quais o quarterback estava pressionado) e uma execução de rotas praticamente sem igual. Adam vem tendo 2,9 jardas de separação/rota, o que gera apenas 11% de lançamentos de Kirk Cousins em janelas apertadas quando Thielen é o alvo.

Resultado da ópera em números absolutos: 67 recepções para 822 jardas (liderando a NFL) e 5 touchdowns. É esse cara que precisa continuar aparecendo para o público, ainda mais no grande palco que é o Sunday Night Football.

Com Dalvin Cook de fora mais uma vez, o jogo terrestre dos Vikings pode não funcionar como precisa – embora, claro, vale lembrar que Latavius Murray não entrou mal: são 224 jardas e 3 TDs nos últimos dois jogos. Mas a defesa dos Saints vem em grande fase contra a corrida após arrumar a casa contra o passe: 72,3 jardas cedidas para a corrida por jogo, sendo 3,1 por tentativa – adivinha? Melhor da NFL.

Assim, resta comprovado que a vida de Kirk Cousins e de Drew Brees será muito mais fácil se suas unidades terrestres conseguirem bons ganhos. Essa é a chave da partida para ambas as equipes. Quando um ataque consegue anular a melhor força da defesa adversária, as coisas costumam funcionar ainda mais.

Ao vencedor, o segundo posto da NFC?

De acordo com a ESPN americana, esse é o jogo com maior impacto possível na “semana de folga” dos playoffs. A você que começou a acompanhar a NFL recentemente, lembro que são 6 times nos playoffs em cada conferência. As duas melhores campanhas campeãs de divisão folgam na primeira rodada e têm vaga assegurada, portanto nas “quartas-de-final” da NFL, o Divisional Round.




Em caso de vitória, os Saints ficam com 59% de chance matemática de garantir essa folga. Em caso de derrota, 33%. Do outro lado, em caso de trunfo nesta noite de domingo, os Vikings ficam com 27% e caso perderem, ficam com apenas 7%.

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