Semana 2018: o fim do casamento Rodgers-McCarthy

Uma união que tinha começado de forma muito feliz, com direito a Super Bowl, foi desfeita por conta de fracassos em playoffs e uma incompatibilidade de ideias irreversível

Já é tradição: todo ano, aproveitando o sossego da offseason, fazemos uma semana especial, relembrando alguma temporada da NFL. Para este ano, resolvemos contar a história da temporada de 2018, repleta de bons personagens e histórias cativantes. Vimos surgimento de uma estrela, treinador se consolidando, a última dança de uma famosa dupla e muito mais. Venha conosco nessa gostosa viagem no tempo!

Na NFL, todo casamento tem fim em algum ponto, por mais feliz que ele pareça. Com a união Aaron Rodgers-Mike McCarthy não foi diferente: uma sucessão de fracassos nos playoffs, somado a um desgaste na criatividade do treinador e duas temporadas bem abaixo do padrão da franquia, foram o suficiente para que o head coach caísse após 13 liderando o Green Bay Packers, tendo inclusive vencido um Super Bowl.

As coisas já não vinham bem

Após vencer o Super Bowl XLV, os Packers foram seis vezes consecutivas aos playoffs e não conseguiram voltar ao jogo do título. Nesse meio tempo, derrotadas duras para o San Francisco 49ers – algo que viria assombrar Rodgers mesmo sem McCarthy – e uma virada para o Seattle Seahawks, deixaram o clima tenso em Green Bay. 2017 aumentou a panela de pressão, com o camisa 12 lesionado e a franquia ficando de fora dos playoffs pela primeira vez em muito tempo.

O grande X da questão é que Rodgers e McCarthy não falavam mais a mesma língua: o quarterback queria um ataque mais moderno e diversificado, enquanto McCarthy insistia nos mesmos preceitos que utilizará durante a maior parte da carreira. Uma chuva de conceitos que estavam manjados, como slant-flat e 4 verticals deixava Rodgers irritado e após a vitória sobre o Buffalo Bills na semana 4, ele disse que os principais jogadores não tinham mais alvos por conta do plano de jogo. Estava feita a torta de climão e o resultado dela seria uma bela indigestão.

É hora de dar tchau

Na semana 7, com a volta da folga, começou o calvário de Green Bay: foram 5 derrotas em 6 partidas, o que praticamente liquidou qualquer chance de ida para a pós-temporada. Nesse lastro de jogos, cada jogada que não dava certo era motivo para Rodgers praguejar e olhar de cara feia, como se não estivesse acreditando no que era chamado. O clima claramente não era bom, mas o treinador parecia não ter mais cartas em seu baralho para mudar algo. 

Com a derrota na semana 13 para o Arizona Cardinals por 20 a 17 – sim, os Packers perderam para um dos piores times da última década, comandado por Josh Rosen -, com Rodgers lançando 50 bolas e mesmo assim tendo apenas 233 jardas, a caminhada de McCarthy chegaria ao fim em Green Bay. No ano seguinte, os Packers voltariam a uma grande campanha, com 13 vitórias e o treinador voltaria a NFL em 2020, comandando o Dallas Cowboys, onde está até hoje.

Para um casamento que começou tão bem, um final triste e decepcionante.

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