Stetson Bennett: ameaça para Stafford?

Seleção de Stetson no terceiro dia do Draft representa um olhar para o futuro ou apenas a seleção de um bom reserva? O prospecto de Georgia possui cacife para brigar pela vaga já em 2023?

Sentiu-se surpreso ao ouvir o nome de Stetson Bennett ser chamado pelo Los Angeles Rams na quarta rodada do Draft deste ano, mesmo com Matthew Stafford possuindo contrato com a equipe até 2026? Não deveria. O leitor assíduo do site deve se lembrar do texto que fizemos sobre o prospecto de Georgia pouco antes do último recrutamento, falando sobre sua trajetória universitária e projeção para a NFL. Para resumir, uma frase: ele será um ótimo reserva na liga.

Mesmo que de idade avançada – possuirá 26 anos durante a temporada – e com potencial limitado para ser um quarterback titular de confiança, Bennett tem um bom piso e ótima liderança, tornando-o um bom nome para o vestiário e um plano B seguro para a posição. No entanto, ele pode ser mais do que isso? Sob as mãos de Sean McVay e sem pressa ou pressão para ser o dono da vaga, pode ele ser uma ameaça para o atual comandante?

Feeling do momento 

Como todo o time de Los Angeles, Stafford passou por um 2022 apagado. Vivendo em meio à outras lesões até a concussão que o retiraria do restante da temporada, o quarterback teve um ano atípico e de números medíocres, muito abaixo de seu atual rendimento e do que ele mesmo apresentou em sua temporada inicial com os Rams.

Estranho seria não liga o sinal de alerta. Sim, todos sabemos que foi um ano estranho para a franquia no qual nada deu certo, mas achar que foi somente azar e que em 2023 tudo voltará ao normal simplesmente, seria agir de forma inocente e displicente. É preciso se precaver e por isso os Rams selecionaram Bennet pelo Draft.

Com já completados 35 anos de idade, Stafford não é mais um garoto e qualquer lesão nesse momento da carreira pode ter um impacto colossal nas pretensões da equipe, influenciando, também, em seu nível de jogo. Stetson, então, oferece uma precaução física e técnica para que Los Angeles não deixe de disputar a temporada por qualquer dificuldade com seu quarterback titular.

Stetson é acostumado com a pressão e tem as ferramentas para executar o plano de jogo de McVay. Mesmo sendo baixo, ele se dá bem em zonas curtas e médias, sabe ler as defesas e possui mecânicas fluidas. Com isso, é possível rodar o sistema para, ao menos, não fazer o ataque sair da quinta marcha para a primeira. É um ótimo exemplo de como entender as intangíveis do esporte: o front office da equipe compreendeu o feeling do momento e percebeu que era preciso criar alternativas para evitar outro vexame em 2023. Pode até acontecer, mas não por ser negligente com reiterações de problemas passados.

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