A temporada do Indianapolis Colts está por um fio de virar tragédia. A franquia iniciou o ano de uma forma decepcionante em todos os aspectos, não venceu até aqui e, para piorar, encara Miami Dolphins e Baltimore Ravens, ambos fora de casa, na sequência. Se um início 1-4 já seria quase o bastante para sepultar as aspirações de playoffs da equipe, um 0-5 então nem se fala.
Com um ataque que não consegue render o esperado e uma defesa ineficiente, Indianapolis precisa fazer uma verdadeira conversão nas próximas semanas para não perder 2021. O caminho é bem difícil.
Tudo ou nada para Wentz
Não é somente a temporada de Indianapolis que corre perigo nas próximas semanas. O futuro de Wentz como titular na liga está sobre a corda bamba. O quarterback chegou do Philadelphia Eagles com a missão de renovar sua carreira e demonstrar que 2020 tinha sido um ponto fora da curva. Até agora, ele passou longe do seu objetivo.
Seria injusto cobrar algo observando apenas alguns problemas vistos na partida contra o Tennessee Titans – Wentz visivelmente jogou baleado e fora das condições ideais. No entanto, assim como em 2020, sua tomada de decisão está muito ruim. E não pense que Frank Reich não fez mudanças para este ano pensando em salvar o quarterback, muito pelo contrário, o treinador fez o que especulamos anteriormente: priorizou os passes curtos. A média de profundidade dos passes de Wentz é de baixíssimas 6,9 jardas. Anteriormente, sua menor marca havia sido 7,9, em sua temporada de calouro[foot]Pro Football Focus[/foot].
Com isso em mente e sua boa distribuição de bola nas semanas iniciais – Michael Pittman Jr. e Zach Pascal vem sendo os principais alvos, com Nyheim Hines sendo a opção saindo do backfield -, tudo caminhava para Wentz dar certo em Indianapolis, mas dois pontos vêm demolindo a funcionalidade ofensiva: a proteção ao quarterback e como ele vem lidando com a pressão.




