Washington

Terra arrasada: barco de Washington afunda sob ordens do comandante Rivera

No ano mais importante pra seu trabalho, treinador não consegue fazer os Commanders jogarem num bom nível, mesmo com defesa estrelada e novo quarterback

Mudar o nome, no fim das contas, não adiantou muito. Quatro semanas dentro da temporada e o sentimento de assistir o Washington Commanders é o de déjà vu. Dentro de um mar de problemas e com exibições muito inconsistentes, quem esperava um time melhor em 2022 assiste uma versão requentada do ano anterior com um quarterback mais caro.

A sequência de três derrotas consecutivas mostrou que o time da capital continua com a mesma fórmula do ano anterior: poucos pontos, linha ofensiva nula e defesa jogando num nível muito abaixo do que seu talento permite. Ou o comandante Rivera resolve a situação com urgência, ou o barco de Washington naufraga – junto com seu emprego.

Wentz: mais caro, mesma qualidade

Dar uma escolha de terceira rodada para o Indianapolis Colts por Carson Wentz foi um movimento ok – compensação razoável, contrato caro mas fácil de se livrar. Se o teto de Wentz é maior que o de Taylor Heinicke, a diferença entre os dois após o primeiro quarto da temporada não está justificando a troca – nenhum deles é bom o suficiente.

O único jogo decente de Carson com sua nova equipe foi na abertura da temporada, e ainda assim ele lançou duas interceptações naquele confronto contra o Jacksonville Jaguars. São apenas 61% de passes completos nos últimos três jogos e uma média de 5,48 jardas por tentativa. Parte considerável de sua produção nas últimas semanas tem vindo quando o jogo já está fora de alcance, como no caso contra o Philadelphia Eagles; contra o Dallas Cowboys, no último domingo, ele tinha 96 jardas de passe quando o terceiro quarto se aproximava do fim.

A análise individual é que seus problemas em Philadelphia e em Indianapolis continuam presentes em Washington. Segurar demais a bola, tentar muito a big play e executando pouco o ataque, inconsistência nas mecânicas e imprecisão nos passes. Você já leu isso aqui e já ouviu isso vendo jogos. Wentz não é mais um bom quarterback e, estando em sua última chance, não parece que isso vá mudar em algum momento do futuro.

O lado bom para o time, como dissemos, é que se livrar dele vai ser bastante fácil se essa for a decisão da franquia quando acabar a temporada. Não existe mais nenhum dead money no contrato de Wentz a partir de 2023, fazendo com que Washington possa cortá-lo (ou trocá-lo, o que, convenhamos, será mais que impossível) sem nenhum custo.

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