A temporada regular chega ao seu fim. Com apenas uma semana restante, os confrontos de pós-temporada estão praticamente definidos e resta apenas uma vaga a ser disputada em ambas as conferências. Na AFC, Tennessee Titans e Pittsburgh Steelers concorrem pela classificação aos playoffs, com a franquia da AFC South dependendo apenas de uma vitória para assegurar a vaga. Sim, o Oakland Raiders ainda possui uma pequena chance, mas – como há a necessidade de uma enorme combinação de resultados – não consideraremos a equipe neste texto.
Tennessee e Pittsburgh possuem elencos com forças e fraquezas opostas e a semelhança de possuírem quarterbacks que se tornaram titulares ao longo da temporada. Pensando no melhor cenário de pós-temporada possível, para que o classificado não vá apenas à passeio, qual a franquia que pode dar mais trabalho nos playoffs? Os Titans com o ataque renovado pós-Tannehill ou os Steelers e sua defesa recheada de talento? Vamos conferir
Tennessee Titans
Pontos fortes: No momento em que Ryan Tannehill assumiu a titularidade na posição de quarterback, o ataque dos Titans foi completamente reformulado. A maior utilização de Derrick Henry somada a um uso alto de play-action elevaram o nível de Tannehill, o qual se apresentou como um dos mais eficientes signal callers da liga no período, e tornaram o ataque da franquia altamente agressivo, com destaque para o calouro A. J. Brown. Além disso, a defesa é a sexta melhor da liga – segundo a métrica DVOA – contendo o jogo terrestre, o que é essencial para evitar o controle de relógio adversário na pós-temporada.
Pontos fracos: Se a defesa terrestre de Tennessee é tão eficiente, o mesmo não pode ser dito da contenção aérea da unidade. Amargando a 20ª colocação defendendo o passe – também pela métrica DVOA -, isso é uma consequência do péssimo pass rush da franquia que, incapaz de gerar pressão, expõe a talentosa secundária. Ademais, ainda que Tannehill esteja em um excelente ano, a fórmula para contê-lo é conhecida: limite Derrick Henry e marque os passes em profundidade e o quarterback é retirado de sua zona de conforto, como ocorreu no primeiro tempo no confronto contra o Houston Texans. Nos playoffs, um bom plano defensivo pode focar nessa fraqueza – e Tannehill precisaria mostrar uma superação que ainda não foi vista em 2019.
Pittsburgh Steelers
Pontos fortes: Quando sua defesa possui dois candidatos a jogador defensivo do ano, não é preciso dizer muito mais sobre a qualidade dessa unidade. A defesa de Pittsburgh vem sendo a melhor da NFL nas últimas semanas e é incrivelmente sólida em todos os aspectos. Minkah Fitzpatrick foi uma das melhores aquisições de meio de temporada e T. J. Watt está cada vez mais parecido com o irmão mais velho. Em janeiro, defesas fortes são capazes de lhe levar longe e destruir a resiliência dos ataques adversários impedindo os avanços. A unidade dos Steelers é plenamente capaz de fazer isso, resta saber se o ponto fraco da franquia não resultará em um peso negativo muito maior.
Pontos fracos: Se a defesa é uma entidade a ser exaltada, o ataque é uma a ser execrada. Segunda pior unidade da liga em DVOA, a ausência constante de James Conner e Juju Smith-Schuster – em decorrência de seguidas lesões – retirou os maiores talentos do ataque e, sem Ben Roethlisberger, a parte ofensiva foi praticamente inexistente. Devlin Hodges possuí pouquíssimo talento para vencer um jogo de pós-temporada – uma boa amostra foi sua péssima partida contra o Buffalo Bills – e seu único objetivo será não estragar tudo, enquanto sua defesa vence a partida. Em uma eventual partida de playoffs, Juju e Conner jogariam mesmo que baleados; mas, caso a defesa não esteja em um dia incrível, é difícil ver essa unidade vencendo uma partida para a franquia, mesmo com a presença de ambos em campo.
Os Titans podem dar mais trabalho
De um modo geral, os pontos fracos de Tennessee podem ser minimizados de uma maneira mais tranquila. Ainda que Tannehill possua problemas fora da sua zona de conforto, o ajuste no segundo tempo contra os Texans mostra que uma mudança de esquema durante a partida é capaz de contornar os problemas do quarterback. Não, o pass rush não vai melhorar até os playoffs, mas a secundária possui talento suficiente para contornar esse problema em um dia inspirado, o que é muito possível em janeiro.
A defesa de Pittsburgh é fantástica e seria incrível assistir a unidade nos hostis territórios de pós-temporada, mas o ataque é completamente inepto e possui um grande potencial de entregar as partidas. Ademais, os Steelers, provavelmente, enfrentariam o Kansas City Chiefs – com uma defesa em ascensão – fora de casa, o que piora ainda mais a chance da franquia de dar trabalho nos playoffs.
Com isso, seja encarando Texans, Chiefs ou Patriots, o Tennessee Titans é a equipe que pode dar mais trabalho em um confronto nos playoffs, possuindo potencial para ir além do confronto de wild card.






