O fim de uma relação pode ser duro, mas as vezes as coisas acabam para o bem para evitar um desgaste maior. Foi o caso do Seattle Seahawks com Pete Carroll, que deixou a franquia após uma década e meia antes que os pedidos por sua demissão ficassem mais fortes e o time degringolasse de vez.
Os princípios com Mike Macdonald serão totalmente diferentes – especialmente no lado defensivo da bola. É tudo novo num projeto de longo prazo, mas que terão efeitos imediatos e, baseado na configuração de elenco de Seattle, podem funcionar também com ótimos resultados.
Fim dos fronts previsíveis
Ao longo da passagem de Pete Carroll pelo Seattle Seahawks, a defesa da franquia ficou muito conhecida pelo sistema operante em cover-3, que foi a base defensiva da Legion of Boom e das campanhas de ótimo sucesso principalmente no início da última década. Como Carroll sempre definiu, a defesa era reativa: poucas complicações esquemáticas e maior foco na reação dos jogadores.
O problema é que o time ficou muito previsível, e no último ano facilmente explorativo. A defesa dos Seahawks possuía potencial para muito mais; a questão é que não havia uma única coisa em que eles faziam bem. A média de 4.6 jardas terrestres cedidas por carregada foi a 6ª maior da liga; a média de 371,3 jardas cedidas pelo ar em 2023 foi altíssima e a terceira pior da liga, e nem forçar turnovers eles faziam muito bem, já que os 19 forçados foram a 11ª pior marca.
A simples chegada de um novo comandante já seria suficiente para uma injeção de energia, porém não fica restrito a isso. Se Carroll tinha uma defesa simples e reativa, Macdonald comandava uma das defesas mais exóticas e complexas de toda a NFL – e que justificava em campo a expectativa que vinha gerando a cada semana. Um dos principais pontos que lhe fizeram crescer na liga foi justamente a forma de disfarçar as coberturas e pressões que a defesa dos Ravens ia aplicar a cada snap, gerando confusão no ataque e criando meio segundo a mais de dúvida nos quarterbacks – não a toa, foi o time com mais sacks (60) em 2023.
Panoramas positivos – pra muita gente
Baseado na adaptação e nos princípios dos Ravens, a ideia é que a defesa dos Seahawks consiga se adaptar, aplicar pressão pelo interior e, principalmente, evoluir a defesa terrestre. A volta de Uchenna Nwosu e a chegada de Byron Murphy no Draft devem fazer desse um front de maior qualidade e, principalmente, facilitar o trabalho da secundária.
Estamos falando de um grupo de alta qualidade individual. Vale reforçar que mudança é sempre um ponto positivo e a unidade só pode apontar para cima depois de um ano terrível em 2023. Talento definitivamente não era o problema – Macdonald só precisa potencializá-lo, tal qual fez muito bem em Baltimore.
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