[dropcap size=big]Q[/dropcap]uarterback do New York Giants desde 2004, Eli Manning sabe que seu período como comandante das tropas de Nova York pode estar chegando ao fim. Em meio à temporada caótica dos Giants em 2017, Eli foi colocado no banco, Ben McAdoo foi demitido e o futuro parece, no mínimo, incerto. Manning terá impacto de 22 milhões de dólares na folha salarial dos Giants na temporada de 2018.
Cortar Eli é uma possibilidade real. O camisa 10 tem cláusula que vetaria uma possível troca – assim, caso New York não queira mais os serviços do filho mais novo de Archie Manning, teria que cortá-lo sem dó nem piedade. A data limite para tanto, caso não queira que US$ 5 milhões contem na folha salarial como bônus/dinheiro garantido de Eli, é o dia 16 de março do ano que vem. Se os Giants cortarem Eli, economizam uma baita grana. Este, porém, manteve seu desejo de continuar em Nova York. “[não sei o que vai acontecer] Mas quero continuar jogando e com os Giants”, falou à WFAN, rádio da cidade.
Ante esse cenário, Manning se posicionou da maneira profissional de sempre. “Pode ser difícil perceber ou de dizer, mas não acho que os Giants estão longe [de voltarem a serem competitivos]”, disse. “Ganhamos 11 jogos no ano passado, jogamos contra vários times bons neste ano e perdemos jogadores por conta de lesão. É um daqueles anos que perdemos muitos jogos apertados (…) não conseguindo competir… Não acho que estamos longe [de voltarmos a sermos competitivos] uma vez que esses caras retornem”, completou Manning em entrevista de uma rádio local.
Por óbvio, Eli faz referências a nomes como Odell Beckham Jr e outros tantos que perderam a temporada por conta de lesão. Quanto aos jogos apertados, não é bem verdade: nas treze derrotas, oito foram por pelo menos dez pontos – apenas o Cleveland Browns tem saldo de pontos pior, aliás.
Saga de quarterbacks continua em Nova York
[dropcap size=big]C[/dropcap]om o fim aparente da Era Manning no MetLife Stadium (pelo menos no lado azul deste), o New York Giants pode testar Davis Webb em algum momento da partida final da temporada, contra Washington. Calouro, Webb foi promovido para reserva imediato de Eli – à frente de Geno Smith. Faria anos luz mais sentido do que o plano original de Ben McAdoo, que era colocar Geno Smith no lugar de Eli para “saber o que tinha” – todo mundo já sabe o que Geno Smith é, mas beleza.
No Plano Maligno Original de Ben McAdon’t, digo, McAdoo, Geno entraria no segundo tempo e Eli começaria a partida. Como isso foi um gigantesco tiro no pé, o modo de operar pode ser diferente agora: Webb pode acabar ganhando snaps no final do jogo. Escolha de terceira rodada no Draft de 2017, Davis Webb ainda é uma incógnita e possui espaço amostral bem pequeno. Assim, nada melhor do que testar o calouro antes do Draft do ano que vem, no qual os Giants terão uma das cinco primeiras escolhas. Se Webb for (muito) bem, talvez o time pense em outra posição. Isto é: se ele jogar mesmo.
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